Coren, Sineal e OAB acompanham o caso da enfermeira ameaçada por PM em Marechal Deodoro
As entidades aguardam o resultado da investigação que está sendo realizada pela Corregedoria da PM-AL
O coordenador do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren), Rildo Bezerra, se pronunciou, na noite desta quarta-feira (1º), sobre o caso de uma enfermeira que foi ameaçada por um policial militar. O Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas (Sineal) também acompanha o episódio de perto e aguarda o resultado da investigação.
O caso teria ocorrido no dia 23 de maio, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Irmã Dulce, em Marechal Deodoro. Devido à gravidade da situação, a enfermeira continua afastada da unidade com licença médica.
À TV Pajuçara, o coordenador do Coren disse esperar que a Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) tome as medidas necessárias para que fatos como esse não voltem a acontecer: "não só com a enfermagem, mas com qualquer outro profissional da área de saúde que esteja exercendo suas atividades".
Ele ainda pontuou que a vítima foi envergonhada e humilhada ao ser conduzida à Delegacia de Polícia sem direito à defesa e comunicação. "Acredito que existam regras para isso, né? Acredito que a Polícia Militar não reza nessa carteira", disse.
Rildo Bezerra ainda explicou a situação que levou o policial a ameaçar a enfermeira. De acordo com o relato da vítima, a mesma teria explicado ao policial que a UPA Irmã Dulce é do tipo I, o que significa que não dispõe de médico ortopedista. Ele também teria solicitado a realização de um raio-x, mas o exame na unidade em questão é realizado apenas para diagnóstico médico. Ao dizer que ele teria que ser encaminhado à uma outra unidade de saúde, o suspeito, que estaria com uma arma de fogo, se exaltou e fez imagens da enfermeira.
O PM chamou uma viatura até o local e a vítima também acionou o 190. Quando notou a presença do veículo, a mulher pensou que seria o apoio que a mesma teria solicitado, mas era a viatura que o rapaz teria chamado. "Levaram ela de forma coercitiva, chegando até a ameaçar colocar ela no xadrez da viatura. Depois que a população pediu muito para que não levassem ela dentro da viatura, ela foi no carro de um terceiro para a CISP (Centro Integrado de Segurança Pública) e lá ela foi ouvida, mas não fizeram nenhum termo circunstancial, não deram à ela nenhuma documentação, e foi liberada", explicou.
O coordenador ressaltou ainda que toda a categoria fica triste em situações como essa. "Nos doamos tanto nessa pandemia, salvamos tantas vidas. A profissional de enfermagem esta ali para salvar vidas, ajudar, diminuir a dor e cuidar das pessoas e não ser rechaçada como foi por esse policial militar".
O Coren já encaminhou a denúncia à Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL), que está acompanhando o caso de perto. "As entidades estão em defesa de todos os passos que ela dá. Estamos acompanhando essa profissional no dia a dia. Ligamos para ela e perguntamos se está tudo bem e se ela precisa de ajuda para poder minimizar [a dor], porque isso não vai sair nunca da cabeça da profissional", disse.
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