Reitor da Ufal afirma que Governo Federal é incapaz de prover condições de planejamento
Medida do Ministério da Economia acontece no meio do ano fiscal, quando a Ufal já utilizou metade do orçamento para 2022
"O desmonte está posto". Foi desta maneira que o reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Josealdo Tonholo, classificou o bloqueio de verbas destinadas ao custeio das instituições de ensino federais. Medida do Ministério da Economia acontece no meio do ano fiscal, quando a Ufal já utilizou metade do orçamento para 2022.
"Agora, a verba de capital e custeio fica compatível com que tínhamos em 2010. E o nosso capital de investimento deste ano é o menor desde 2006, quando a gente não tinha os campi de Arapiraca e Delmiro Gouveia. Cada ano temos uma aberração diferente com esse governo", declarou.
Tonholo explicou que o bloqueio, que antes era de 14% [cerca de R$ 14 milhões], é de 7,2% [mais ou menos R$ 7 milhões]. Entretanto, destes, 3,2% serão cortados. Com isso, a universidade, que começou 2022 com uma verba 42% menor que o de 2019, amarga um corte de 45%.
"Vamos tentar manter. Vai chegar uma hora que vai sobrar ano no orçamento. Já não estamos mais pagando passagem para pesquisador, diárias, reduzimos o deslocamento. As atividades de extensão foram penalizadas. Não conseguimos fazer planejamento porque cada dia é uma informação nova".
O corte não é futuro, mas sim relacionado à verba de todo o ano, inclusive, sobre o que já foi gasto. Se o bloqueio não for revogado, a Ufal terá que atrasar pagamentos. "É uma incapacidade completa do Governo Federal em prover condições de planejamento. Essa medida tem um tom de maldade muito grande".
"O pior é no decorrer no ano. Nós temos contratos continuados de segurança, limpeza, água, energia, etc. São acordos de longo prazo e já fizemos todo e qualquer reajuste no ano passado, com base no último corte. Neste momento, não temos mais de onde tirar", lamentou.
Ainda assim, a Ufal definiu como prioridade o investimento em tecnologia da informação (TI) e o pagamento de bolsas e a terceirizados, que são avaliados como essenciais para manutenção da instituição.
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