Maceioense gasta 12,5 % do salário-mínimo com transporte público, o menor índice em 20 anos
Prefeitura de Maceió consegue alcançar resultado histórico ao implementar uma política na SMTT em prol dos cidadãos
Quem utiliza o transporte público em Maceió gasta o menor percentual do salário-mínimo desde 1999. Segundo levantamento do Sistema Integrado de Mobilidade de Maceió (SIMM), os maceioenses gastam em média R$ 147,40, considerando duas passagens por dia, no trajeto ida e volta. O gasto com transporte é 12,5% do salário-mínimo, atualmente no valor de R$ 1.212,00.
De acordo com a análise, esse índice é o menor em 23 anos. Em 1999, o índice registrado foi de 24,3%. Uma diferença de 12,1%, mais que o dobro do comprometimento do salário dos usuários dos coletivos de Maceió, em comparação com o momento atual. O gasto mensal foi reduzido devido a uma política de governo da Prefeitura de Maceió que arca com o subsídio ao transporte público, uma medida que ocorre em diversos países e também no Brasil, a citar Brasília, São Paulo, Curitiba e Recife.
Quanto ao subsídio, esse tem um papel importante pois ajuda a manutenção da tarifa em patamares mais baixos diferentemente do que acontecia anteriormente. Sem esse repasse, a tarifa custaria em média R$ 6,55, ocasionando um maior desembolso para o usuário.
O superintendente municipal de Transportes e Trânsito, André Costa, integrou a comissão que realizou os estudos para redução da passagem. À frente da pasta, coordena o monitoramento da operação, custos e investimentos para o funcionamento dos coletivos que circulam na cidade.
"O sistema precisa encontrar meios de buscar equilíbrio econômico-financeiro. Para isso, técnicos fazem um monitoramento constante, para que a população tenha um transporte público de qualidade, mas também que as concessionárias não entrem em colapso, em virtude dos elevados custos de operação ", explicou Costa.
Vale destacar que o subsídio é um instrumento legal para compensar o sistema de transporte público, com a análise da tarifa técnica, que considera o custo de operação das empresas concessionárias de transporte, e avalia o aumento dos preços dos insumos, como o diesel, pneus, peças dos veículos, etc. E a tarifa social, essa praticada e custeada pelos usuários.
O técnico em enfermagem, José Rodrigo, utiliza o transporte público para o deslocamento diário. Trajetos cheios histórias de vida. O enfermeiro pontua o quanto o olhar da gestão municipal para os usuários dos ônibus da Capital reflete também na utilização do dinheiro para outras finalidades.
"Hoje, tem que fazer milagre com o salário-mínimo. Então, se a passagem baixou para muita gente é um benefício, pode gastar esse trocado que vai sobrar da passagem com alimento, ou qualquer outra coisa que esteja necessitando. É bem melhor a passagem manter esse foco, para que gente tente se reerguer dessa pandemia ", pontuou trabalhador.
"A Prefeitura de Maceió não paga para as empresas. O que nossa gestão faz é subsidiar o direito à gratuidade nos transportes coletivos urbanos para maiores de 65 anos, pessoas com deficiência asseguradas por lei. Além de garantir tarifa baixa para os demais usuários, assim como os programas Passe Livre Estudantil e Domingo é Livre", pontuou o prefeito JHC.
Dona Josefa da Silva sempre precisava destinar parte do orçamento familiar para custear as passagens dos dois filhos para irem estudar. Agora é diferente. Com a garantia do Passe Livre Estudantil, um gasto a menos para a renda doméstica.
"Foi bom, porque já ajudou a economizar o dinheiro da gente. Tirava até de fazer alguma coisa em casa, a exemplo, de comprar comida e tudo mais, para pagar a passagem deles e com o vale transporte ficou bem melhor, com certeza. É uma ajuda muito boa", contou a merendeira.
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