Ipec: Lula tem 55% e Bolsonaro, 26%, entre quem recebe auxílio do governo
Petista lidera também quando são analisadas as intenções de voto entre quem não ganha benefícios
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança entre eleitores que recebem auxílio do governo, segundo pesquisa Ipec divulgada na terça-feira (26), na comparação com Jair Bolsonaro (PL).
Nos domicílios onde ao menos um morador recebe um benefício, o petista tem 55% das intenções de voto, mesmo número registrado nos levantamentos de 12 e 19 de setembro.
Bolsonaro, que busca a reeleição, tem 26% das intenções de voto neste eleitorado. Nas semanas anteriores, o candidato do PL havia registrado 26% e 25%, respectivamente.
Quando a pesquisa trata de pessoas que não recebem benefício, o petista tem 45%, contra 34% do atual presidente. Neste recorte do eleitorado, Lula tinha 42% em 12 de setembro, oscilando dois pontos para cima na semana seguinte.
Bolsonaro, por sua vez, oscilou de 34% para 33% entre 12 e 19 de setembro e agora retornou ao patamar de 34% entre os eleitores que não recebem auxílio.
A pesquisa Ipec divulgada na terça também divulgou as intenções de voto dos eleitores em relação ao pleito de 2 de outubro: Lula registrou 48%, contra 31% de Bolsonaro.
O levantamento ouviu 3.008 pessoas presencialmente entre domingo (25) e esta segunda-feira (26). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é 95%.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-01640/2022.
Auxílios foram aprovados no Congresso
Em julho, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a PEC dos Benefícios, que incluiu o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 até dezembro.
Também foram ampliados outros tipos de subsídios à população, como o Auxílio Gás. Houve acréscimo no Alimenta Brasil, programa que compra a produção da agricultura familiar destinada a entidades assistenciais, escolas e creches, entre outras instituições públicas.
Em meio à volatilidade no preço dos combustíveis, os auxílios também contemplaram motoristas. Caminhoneiros cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), por exemplo, passaram a receber R$ 1.000 mensais, e motoristas de táxi foram contemplados com R$ 200 mensais.
Na época, o fato de as medidas terem sido aprovadas a três meses das eleições foi criticado por parlamentares e líderes da oposição.
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