Política

“Não é aquela coisa: ‘liberou geral’”, disse Lobão sobre lei dos medicamentos à base de cannabis

Lei foi promulgada na última terça-feira (08), pelo presidente da ALE, Marcelo Victor

11/11/2022 12h12
“Não é aquela coisa: ‘liberou geral’”, disse Lobão sobre lei dos medicamentos à base de cannabis
Lobão em entrevista à REDE ANTENA 7 - Foto: Thayla Paiva / Produtora da Rede Antena 7

O deputado estadual Anivaldo Silva, o Lobão (MDB), disse que lei que autoriza medicamentos à base de cannabis em Alagoas não significará “liberou geral”. De acordo com o parlamentar, a produção dos remédios terá acompanhamento e fiscalização de órgãos competentes. Lobão chegou a afirmar que esse foi uma das principais ações que realizou durante sua carreira política.

“Vai ter o acompanhamento e fiscalização dos órgãos competentes. Não é aquela coisa: ‘liberou geral’. A gente vai ter que vivenciar o processo real para ter o remédio e que ele possa chegar à mão de quem precisa”, disse, em entrevista à REDE ANTENA 7, na manhã desta sexta-feira (11), no programa ANTENA MANHÃ.

Segundo Lobão, a iniciativa vai gerar emprego e renda, além de contribuir para a saúde de pacientes. “Tem que ter um engenheiro agrônomo. E se tiver um engenheiro agrônomo que esteja desempregado ou atuando em outra atividade terá uma oportunidade de emprego para atuar na estufa. Vai abrir vagas para farmacêuticos, bioquímicos, botânicos, para advogados e contadores”, disse.

LEI
Na última terça-feira (08), o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Marcelo Victor, promulgou a lei de número 8.754. A partir daí, Alagoas tem a permissão do acesso universal ao tratamento de saúde com produtos de cannabis e seus derivados. “Sendo assim, o Estado passa a fomentar a pesquisa sobre o uso medicinal e industrial de medicamentos com o canabidiol (conhecido popularmente como CBD), substância extraída da planta cannabis sativa, que atua no sistema nervoso central. Esta apresenta potencial terapêutico para o tratamento de doenças psiquiátricas ou neurodegenerativas, como esclerose múltipla, esquizofrenia, mal de Parkinson, epilepsia ou ansiedade”, diz nota da ALE.