Alagoas é um dos estados mais perigosos para a população LGBTQIAPN+
Dados do Grupo Gay da Bahia revelam altos índices de violência

Alagoas foi classificado como um dos estados mais perigosos para a população LGBTQIAPN+, pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). A informação foi repassada nas redes sociais da instituição na manhã desta sexta-feira (20). Ao todo 242 assassinatos foram registrados no Brasil. A cada 34 horas uma minoria sexual e de gênero foi morta.
De acordo com o relatório, Alagoas aparece ao lado do Amazonas, Roraima, Mato Grosso do Sul e Amapá na lista dos mais perigosos para essa população. Entre as cidades brasileiras, o município de Arapiraca aparece na lista entre os locais com mais casos de mortes violentas.
Os dados apurados também classificam o grupo de homens gays (52%) como sendo as principais vítimas. Em segundo lugar está a população transexual (43%) e lésbicas (1,5%).
Ainda conforme a apuração, o estado da Bahia aparece como o mais perigoso do ano passado, com 27 mortes registradas, com uma taxa de dois assassinatos por mês. Esse número é maior do que o registrado em São Paulo.
Já o estado mais amigável para a população LGBTQIAPN+, segundo o GGB, é o do Rio Grande do Sul. O mais homofóbico é foi o Amapá, que concentrou quatro vezes a mais da média nacional de mortes violentas contra essa população.
Como base para a apuração desses dados, o GGB utilizou as publicações feitas em veículos de comunicação para realizar este levantamento.
A nível nacional
A média de mortes no país é de 0,13 a cada 100 mil habitantes. As regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste têm praticamente o dobro dessa média, com dois mortos por um milhão de habitantes.
155 municípios brasileiros registraram ao menos uma morte violenta em 2022. Dentre as dez primeiras cidades com mais casos de mortes violentas, em números absolutos, cinco estão no Nordeste: Salvador, São Luís, Fortaleza, Recife e Arapiraca.
Os estados onde ocorreram menor número de óbitos (2 casos, 0,7%) foram Roraima e Rondônia na região Norte, assim como no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, na região Sul. Acre e Tocantins, que em 2021 tiveram uma morte cada um, não notificaram nos meios de comunicação nenhum assassinato de LGBT em 2022.
0,13 é a média nacional de mortes violentas de LGBT+ relativamente a 100 mil habitantes, sendo o Rio Grande do Sul o melhor estado para tal comunidade, 6 vezes mais seguro que a média nacional. Até hoje é o único Estado a reeleger um governador assumidamente gay. Amapá é o pior, quatro vezes mais perigoso que a média nacional. TOP dos 6 melhores: RS, SC, SP, RJ, PR/MG.
Os gays continuam sendo o segmento mais vitimado por mortes violentas em termos absolutos, embora as “trans”, que representam por volta de um milhão de pessoas, proporcionalmente correm 19% a mais de risco de crimes letais que os homossexuais.
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