Seris registra aumento de apreensões de drogas no sistema prisional em 2022
Números são resultado de buscas minuciosas dentro das unidades prisionais, com ajuda da tecnologia e do setor de Inteligência Penitenciária
Com a intensificação do monitoramento nas unidades prisionais, por meio de buscas ativas feitas pela polícia penal alagoana, com apoio do setor de Inteligência e o uso da tecnologia, a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) tem conseguido aumentar significativamente o trabalho de prevenção e combate ao tráfico de drogas no complexo prisional alagoano.
O reflexo desse empenho está nos números. Segundo os dados do setor de Pesquisa e Estatística da Seris, em 2022 o número de apreensões de substâncias ilícitas, aumentou oito vezes mais em comparação ao ano anterior, graças a esse trabalho. No total, em 2022 foram apreendidos mais de 800 gramas de drogas, sendo, deste total, 300 gramas de cocaína e 500 gramas de maconha, um aumento bastante considerável em relação a 2021, quando foram apreendidos pouco mais de 100 gramas de drogas.
Proporcionalmente, a intensificação de busca também resultou num aumento considerável do número de pessoas flagradas tentando adentrar nas unidades penitenciárias com os entorpecentes, passando de 19 para 38 pessoas presas em flagrante - o dobro, em comparação ao ano anterior.
Nesse trabalho, o uso de equipamentos tecnológicos tem sido um forte aliado e isso inclui a Central de Monitoramento Eletrônico, com o uso de câmeras e equipamentos de segurança como bodyscan, que realiza a inspeção corporal por meio da emissão de baixas doses de raios-X, facilitando a identificação de objetos estranhos dentro dos corpos humanos; entre outros procedimentos de revista adotados pelos estabelecimentos prisionais.
Segundo o policial penal e secretário executivo de Gestão Penitenciária, Milton Pereira, o combate à entrada de drogas e de ilícitos dentro das unidades prisionais auxilia na redução da criminalidade, como também na segurança do estado.
“As operações realizadas pela Polícia Penal no estado, no combate à entrada de ilícitos no sistema penitenciário, atingem, principalmente, o crime organizado, que age dentro e fora dos presídios. Isso, porque vai eliminando a espinha dorsal financeira das organizações, com o prejuízo provocado pela apreensão da mercadoria, como também com a perda de integrantes, que acabam sendo presos ao tentar adentrar com os ilícitos nas unidades”, afirmou Milton Pereira.
O gestor também destacou a importância do reforço das parcerias firmadas com outras instituições de segurança pública, como as polícias Civil e Militar, que auxiliam no processo de identificação e prisão dos envolvidos nas apreensões.
O secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Diogo Teixeira, destacou a importância do ingresso dos novos policiais penais no fortalecimento do trabalho de combate ao tráfico de drogas no sistema prisional.
“Os novos policiais penais chegaram para fortalecer os serviços desenvolvidos pela instituição, pois reforçam o combate contra o crime e, principalmente, o combate à entrada de ilícitos nas unidades prisionais e ao tráfico de drogas no complexo penitenciário”, concluiu.
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