Socioeducandos de Alagoas aprendem sobre a história e a cultura do Nordeste
Atividades multidisciplinares têm contribuído com a reinserção social de jovens e adolescentes em conflito com a lei
Adolescentes do Sistema Socioeducativo de Alagoas ampliaram o conhecimento sobre a história e a cultura nordestina ao participar do projeto Conhecendo o Nordeste, desenvolvido pela Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese) da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev). A culminância aconteceu nesta quinta-feira (10) e contou com a presença de familiares dos socioeducandos.
Segundo a gerente de Desenvolvimento Integral da Sumese, Cássia Moreno, o objetivo foi apresentar aos adolescentes as riquezas da região Nordeste, que muitas vezes não são conhecidas com profundidade.
“Durante dois meses, trabalhamos com os adolescentes as principais características do Nordeste através de aulas teóricas e práticas, rodas de conversa, apresentação de documentários e filmes que retratam o Nordeste e suas particularidades. Nossa música também foi trabalhada. Eles aprenderam o hino de Alagoas, o hino nacional e desenvolveram uma apresentação cultural que provocou grandes descobertas”, afirmou.
O primeiro ciclo do projeto teve a participação dos adolescentes da Unidade de Internação Masculina Extensão (UIME A e B), mas a ideia é contemplar todas as unidades de internação, abordando as demais regiões do Brasil.
“Vamos trabalhar todo o Brasil e suas regiões. Vamos estudar os sotaques, a culinária, as produções culturais, tudo isso será trazido como parte do conhecimento proposto. A previsão é realizarmos no mês de dezembro uma grande culminância desse conteúdo, com a participação de todas as unidades, em uma grande feira cultural”, adiantou.
O superintendente de Medidas Socioeducativas da Seprev, Otávio Rego, ressalta que a medida socioeducativa em Alagoas tem inovado em sua didática e obtido êxito na reinserção social deste público. Segundo ele, as atividades multidisciplinares são parte desse processo e têm contribuído para a transformação de jovens e adolescentes em conflito com a lei.
“É um momento diferenciado com nossos alunos, pois, além da apresentação dos conteúdos educacionais, a cultura é trabalhada de forma prática e complementa o que é ensinado em sala de aula. Além disso, a participação das famílias fortalece os vínculos e contribui para o resgate das relações sociais e afetivas, o que terá um resultado muito importante lá na frente, ao final da medida”, destacou o superintendente.
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