Um ano atrás, Leonardo Dias solicitava a realocação de moradores da região dos flexais
Uma das principais atuações do vereador Leonardo Dias (PL) durante seu mandato foi a tentativa de realocação dos moradores das regiões dos Flexais de Cima e de Baixo e de outras regiões do bairro do Bebedouro
Dias solicitou a criação e presidiu a Comissão Especial Parlamentar dos Bairros em Afundamento de Solo (CEPBAS). Leonardo atuou junto com os entes públicos, inclusive com articulações junto ao Governo Federal, com o objetivo de encontrar uma solução para os moradores que tiveram que deixar suas residências nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Mutange e Pinheiro, sobretudo sem esquecer daqueles que ainda se encontram na região e com os que sofrem, nas áreas circunvizinhas.
Entre as ações da comissão está um amplo relatório com detalhes sobre os impactos causados pelo ilhamento social dos moradores da região. Na época, muito antes de outras autoridades discutirem o assunto, Leonardo Dias solicitou à Força Tarefa do Caso Braskem que a população dos Flexais e região fossem realocados.
Além do risco de rachaduras, Dias argumentou que a situação do comércio e dos serviços públicos haviam sido comprometidos na região, que já não contava mais com agências lotéricas, escolas, postos de saúde etc.
Leonardo Dias lamentou, que somente agora - após a ameaça de rompimento da mina 18 da Braskem - o assunto tenha passado a ser discutido pelas autoridades.
"Embora tardio, é imprescindível que essas pessoas sejam retiradas do Flexal o mais urgente possível. O nosso trabalho na CEPBAS se antecipou ao que está sendo discutido agora. Nosso relatório tem mais de 500 páginas e nele contém vários pontos que já indicavam que os moradores destas regiões da borda do mapa de evacuação precisavam também ser realocados. Na época tínhamos ruas onde a metade das pessoas saiu e a outra ficou em uma situação de ilhamento social", disse Dias.
"Além do risco de acontecer aquilo que está acontecendo agora, essas pessoas foram expostas à insegurança e a falta de estrutura mínima dos serviços públicos. Hoje, depois que o caso ganhou novamente as páginas da imprensa, muitos querem tomar para si um protagonismo falso. Há mais de um ano eu falava sobre isso, enquanto o Governo do Estado e os Calheiros estavam alheios ao que estava acontecendo", concluiu.
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