Leonardo Dias cobra governador sobre aumento da violência em Alagoas
O vereador criticou a inércia das autoridades estaduais frente ao cenário de violência crescente
Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Maceió (CMM) desta quinta-feira (6), o vereador Leonardo Dias (PL) fez um pronunciamento contundente sobre o preocupante aumento da taxa de homicídios em Alagoas. Dias destacou dados alarmantes do relatório do Mapa da Violência, que apontou que o estado registrou 35 homicídios por 100 mil habitantes.
“Alagoas foi um dos poucos estados onde a violência cresceu do ano passado para 2023, ocupando o terceiro pior lugar na taxa de homicídios do país, atrás apenas do Amapá e Pernambuco,” citou Dias.
O vereador criticou a inércia das autoridades estaduais frente ao cenário de violência crescente. “Todos os dias nos deparamos com cenas de violência assustadoras em nossa cidade e um silêncio abismal do governador e do secretário de Segurança Pública. Esta semana, uma pessoa foi assassinada na Jatiuca, à luz do dia, sem nenhum constrangimento," disse Dias, mencionando um recente homicídio no bairro de Jatiuca, que, segundo a Polícia Civil, foi resultado de um acerto de contas relacionado a um homicídio anterior ocorrido no Jacintinho.
Dias descreveu Maceió como um "faroeste," devido à frequência de crimes violentos, e acusou as autoridades de estarem alheias à situação. “Estabelecimentos, bares e restaurantes são saqueados durante a madrugada. Marginais entram, roubam e ninguém faz nada. Não vemos nenhuma medida para mudar isso,” lamentou.
Leonardo Dias foi enfático sobre a falta de ações efetivas por parte do governo para conter a violência. “Alagoas foi um dos poucos estados onde a taxa de homicídios cresceu no ano passado. E o que temos visto para mudar o cenário? Absolutamente nada, não existe planejamento e a propaganda diz que os números estão baixando,” finalizou o vereador.
Leonardo concluiu seu pronunciamento criticando as audiências de custódia, que, segundo ele, permitem a liberação rápida de criminosos. “Mesmo que a polícia prenda, a audiência de custódia libera o bandido. E dois dias depois ele está roubando de novo. Qual a saída para o cidadão ou empresário que tem seu estabelecimento saqueado? Nenhuma! Muitas vezes, o policial é desmotivado, porque se prender, a Justiça solta. E nós pagamos esse ônus com dinheiro, prejuízo ou com a própria vida”, concluiu.
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