Dólar sobe 1,15%, a R$ 5,65, com novas falas de Lula; renova máxima em 2 anos e meio
Em junho, a moeda já havia subido 6,46% e, no acumulado do ano, 15,14%
Após a disparada em junho, o dólar voltou a subir nesta segunda-feira (1) e superou os R$ 5,60, fechando na casa dos R$ 5,65, com os investidores mais uma vez repercutindo as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com novas críticas a Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. A divisa renovou as máximas desde 10 de janeiro de 2022, quando encerrou em R$ 5,6723, acumulando ganhos agora de 16,53%.
Lula afirmou nesta segunda que quem quer o Banco Central autônomo é o mercado, acrescentando que o próximo presidente da autarquia olhará o Brasil da forma que o país realmente é, e não do jeito que o mercado financeiro fala. Depois de afirmar que o país não precisa de juros altos neste momento, Lula afirmou em entrevista à rádio Princesa, de Feira de Santana (BA), que não dá para o presidente do BC — a quem se referiu como “cidadão” — ser mais importante que o presidente da República.
Já Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, apontou que a autoridade monetária tem “compromisso absoluto” com a meta de inflação, mas o custo da desinflação fica elevado se o quadro fiscal não ajuda.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar comercial fechou em alta de 1,15%, a R$ 5,652 na compra e R$ 5,653 na venda, chegando a bater os R$ 5,657 na máxima do dia. Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto (DOLQ24) operava em alta de 1,01%, a 5.666 pontos.
Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,5907 na venda, em alta de 1,50%, atingindo até então o maior valor de fechamento desde 10 de janeiro de 2022. Em junho, o dólar subiu 6,46% e, no acumulado do ano, 15,14%.
Dólar comercial
Compra: R$ 5,652
Venda: R$ 5,653
Dólar turismo
Compra: R$ 5,666
Venda: R$ 5,846
Leia mais: Tipos de dólar: conheça os principais e qual importância da moeda
O que acontece com dólar?
Após o dólar fechar o primeiro semestre de 2024 em seu maior patamar desde 10 de janeiro de 2022 e, no ano, a alta chegar a 15,14%, o dia foi mais uma vez de ganhos para a moeda.
Nesta primeira sessão de julho, a divisa chegou a ficar em leve baixa até o início da tarde, com alguns investidores realizando os lucros recentes, enquanto continuavam as preocupações com as contas públicas e a política monetária do Brasil, que voltaram a pesar horas depois.
“Movimento por enquanto refletindo uma cautela no mercado, sem direção clara definida e sem grandes tomadas de posição pelo investidor”, disse mais cedo Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital. Porém, a divisa voltou a disparar, com profissionais do mercado citando novamente o desconforto com a política fiscal do governo Lula como principal motivo para a demanda pela moeda norte-americana, em um dia marcado ainda pelo avanço da divisa dos EUA no exterior.
Nas últimas semanas, a moeda norte-americana tem acumulado uma série de ganhos ante o real, uma vez que os investidores seguem preocupados com o rumo das contas públicas brasileiras e com as críticas do presidente Lula à condução da política monetária pelo Banco Central.
O chefe do Executivo afirmou na semana passada que os recentes ganhos do dólar contra o real são consequência de especulação com derivativos, acrescentando que o BC tem a obrigação de investigar a situação. Ele havia dito anteriormente que os investidores que apostarem contra a moeda brasileira vão “quebrar a cara”.
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