Lula deve se reunir com Silvio Almeida e Anielle, e ministro deve sair depois de acusação de assédio
Ele nega com veemência as acusações; ela fez relatos ao governo, mas permanece em silêncio publicamente
O governo avalia que a permanência do ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, no cargo é insustentável depois que a acusação de que ele assediou sexualmente uma ministra do próprio governo veio a público.
A vítima seria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que fez o relato do assédio a diversos integrantes do governo, como mostrou a coluna.
Questionada em junho pela Folha sobre o assunto, ela preferiu ficar em silêncio para tentar preservar o governo de um escândalo.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também está a par dos relatos de assédio, que incluiria toque nas pernas, beijos inapropriados e expressões de conteúdo sexual.
Janja postou uma fotografia em seu perfil no Instagram na quinta (5) em que aparece dando um beijo em Anielle, numa manifestação explícita de apoio.
Resta saber como a demissão será concretizada –se a pedido do ministro, ou por iniciativa de Lula. O presidente deve se reunir nesta sexta (6) separadamente com Silvio Almeida e com Anielle Franco para ouvir o relato de cada um deles.
Lula deve esperar a conclusão da investigação que será feita pela Controladoria Geral da União (CGU) e pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o caso para depois bater o martelo.
As denúncias foram publicadas pelo colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.
Depois disso, o governo anunciou que Silvio Almeida foi chamado pelos dois órgãos para "prestar esclarecimentos".
Além de Anielle, outras mulheres, de acordo com o Metrópoles, procuraram a organização Me Too, que acolhe vítimas de assédio, para fazer as denúncias.
O ministro nega com veemência as acusações, mas já avalia se pede afastamento ou tenta permanecer no cargo.
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