Justiça Federal define medidas para a reestruturação do Hospital Veredas
Termo de Ajustamento de Conduta dos MPs e Defensoria Pública, com demais órgãos públicos, foi homologado peja Justiça nessa quinta-feira (28)
A Justiça Federal definiu medidas para a reestruturação administrativa e financeira do Hospital Veredas, localizado em Maceió. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e da Defensoria Pública para intervenção na unidade hospitalar, foi homologado pela Justiça nessa quinta-feira (28).
Os órgãos constaram que houve interrupção de serviços essenciais, falta de medicamentos e salários atrasados. A decisão foi tomada pelo juiz federal Raimundo Alves de Campos Júnior, que incluiu uma série de medidas detalhadas que devem ser implementadas de imediato pela comissão interventora e pela administração atual do hospital.
Entre as medidas definidas estão as auditorias regulares, contratação de uma empresa ou executivo especializado em gestão hospitalar, maior transparência financeira e um plano emergencial, com o apoio do Município e do Estado, para reestruturar o hospital e assegurar a continuidade do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que representam 80% (oitenta por cento) da demanda do Hospital Veredas, terceiro maior hospital do Estado de Alagoas.
Órgãos como o Conselho Regional de Medicina (CRM), o Conselho Regional de Enfermagem (COREN), o Corpo de Bombeiros e a Vigilância Sanitária deverão apresentar relatórios detalhados sobre a situação do hospital no prazo de 60 dias
No quesito de diagnóstico institucional, deverá ser elaborado, no prazo de 30 dias, um plano detalhado sobre a real condição administrativa, financeira, patrimonial e estrutural do hospital. Uma auditoria independente também deve ser contratada para avaliar a gestão anterior.
Sobre transparência e controle, deverá ser feita a apresentação de relatórios regulares às instituições autoras da ação (MPF, DPU e MPAL), com atualização inicial a cada 30 dias, e prestar contas trimestralmente sobre as atividades desenvolvidas. Com audições externas com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS)
Segundo a Justiça Federal, o TAC foi uma resposta às denúncias de má gestão dos recursos públicos destinados ao hospital, que recebeu mais de R$ 400 milhões de repasses entre 2016 e 2023. Mesmo com esse recebimento, muitos funcionários não foram pagos, acumulando dívidas trabalhistas.
A solução negociada evita a intervenção judicial plena, optando por uma transição gradual que inclui supervisão rigorosa das atividades administrativas e financeiras.
A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
Últimas notícias
STF suspende julgamento de recurso para garantir revisão da vida toda
Homem fica ferido após cair de moto na Avenida Ceci Cunha, em Arapiraca
Detran Alagoas abre inscrições para 4ª Corrida Maio Amarelo nesta quinta-feira (7)
Hemoal leva equipe itinerante a Colônia Leopoldina nesta quinta-feira para coletar sangue
TRF5 mantém condenação que pode tornar Marcos Madeira inelegível por oito anos
Foragido condenado por estuprar e importunar filhas e enteadas é preso em AL
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
