Cibele Moura defende Código de Defesa do Autista e denuncia despreparo nas escolas
A parlamentar também solicitou à Casa que aprove um projeto de lei de sua autoria, que cria o Código de Defesa do Autista Alagoano.
Durante a sessão desta quinta-feira, 10, a deputada Cibele Moura (MDB) citou o caso de um estudante autista que foi agredido em uma escola na cidade de Arapiraca para demonstrar que as escolas públicas não estão preparadas para cuidar dessas crianças. “Estou trazendo esse tema aqui porque isso acontece todos os dias em Alagoas. Será que essas professoras realmente são pessoas ruins ou são apenas pessoas que não tiveram treinamento adequado para saber como agir com uma criança?”, questionou.
Na ocasião, a parlamentar também solicitou à Casa que aprove um projeto de lei de sua autoria, que cria o Código de Defesa do Autista Alagoano. A proposta garante capacitação para os profissionais da saúde e da educação, buscando sempre profissionais qualificados para cuidar dos autistas.
A deputada afirmou ainda que, se essas pessoas que cuidam de autistas tivessem, do Estado, de maneira geral, todo um treinamento adequado dentro das universidades onde se formaram, talvez não precisaríamos conviver com esses absurdos. “Infelizmente, é um tema rotineiro. Será que, se a gente tivesse câmeras dentro das salas de aula, dentro dos espaços de terapia dessas crianças que possuem autismo, esses comportamentos não seriam inibidos? Para mim, a resposta a essas perguntas é sim. Os nossos pedagogos precisam sair da universidade sabendo como tratar uma criança com autismo, como agir com ela, como regular essa criança”, disse a deputada, ressaltando a importância de se treinar esses profissionais.
Em aparte, o deputado Cabo Bebeto (PL) destacou que o Governo não sabe quantas crianças autistas há no estado e sugeriu que seja realizado um censo, a fim de descobrir quantas crianças autistas existem em Alagoas. “Não tem como planejar ações sem esses números. Outro problema é que os monitores estagiários recebem R$ 1.200 por mês. É um trabalho estressante, cansativo, delicadíssimo, e a gente não consegue mão de obra qualificada com esse salário. A pessoa, às vezes, trabalha um, dois, três meses, cria confiança com o aluno, mas não aguenta, porque realmente é um trabalho difícil, e acaba saindo do emprego. Enquanto isso, o Estado continua empurrando o problema com a barriga”, afirmou. Por outro lado, o deputado Alexandre Ayres (MDB) relatou sua experiência como ex-secretário de Saúde para responder e contextualizar algumas das posições do colega Cabo Bebeto. "Concordo com o deputado quando ele afirma que os profissionais auxiliares, os PAES, estão sendo mal remunerados, mas o pagamento deles é uma atribuição da Prefeitura Municipal, não do Governo do Estado", informou ele.
Ayres falou ainda sobre os discursos realizados pelo vereador Rui Palmeira na Câmara Municipal de Maceió, denunciando a Prefeitura da capital pela portaria que determina a aplicação de apenas um monitor para cada seis crianças. "Isso é um retrocesso, uma desumanidade com as crianças autistas de Maceió", criticou Ayres. Ele também concordou com Cibele Moura quanto ao fato de essa não ser uma pauta política. "Nós precisamos unir esforços, mas precisamos ser justos. O Governo do Estado tem trabalhado para que possamos oferecer uma condição melhor. Existem projetos, assim como existem na Prefeitura de Maceió, para que sejam entregues ainda este ano algumas unidades na capital voltadas ao tratamento de crianças autistas", concluiu ele em sua fala, defendendo também o aumento do número de fonoaudiólogos formados.
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