Meia Maratona e 39ª Corrida Tiradentes reúne cerca de 2.500 atletas em Maceió
Evento contou com a participação de policiais militares e civis, neste domingo, e foi marcado por superação e emoção
Entre a largada e a chegada, uma multidão — não só de corredores, mas também de emoções, histórias e superação de limites. Na manhã deste domingo (27), foi realizada a tradicional Meia Maratona e 39ª Corrida Tiradentes da Polícia Militar de Alagoas (PMAL). O evento, um dos mais tradicionais do estado no segmento de corrida de rua, teve sua concentração iniciada às 5h.
A organização, conduzida pelo Departamento de Educação Física e Desporto (DEFD) da PM, contabilizou cerca de 2.500 inscritos.
A prova integra as comemorações alusivas ao 21 de abril, data da morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes — herói nacional, mártir e patrono das polícias militares do Brasil. Um vasto público de atletas civis e militares se desafiou nos percursos de 5 km, 10 km e 21 km.
A largada dos meio-maratonistas ocorreu às 5h30, seguida pelas demais provas, às 6h30. O Memorial à República, localizado no bairro do Jaraguá, na Avenida da Paz, em Maceió, foi o ponto de partida e de chegada. A Banda de Música da PM executou o Hino Nacional na abertura e animou o evento ao longo da manhã.
Representando o comandante-geral, coronel Paulo Amorim, o subcomandante-geral, coronel Neyvaldo Amorim, declarou oficialmente aberta a competição.
“A prática esportiva e a busca por uma vida saudável são ideais que cultivamos na corporação e que queremos também inspirar na sociedade. A Meia Maratona e a 39ª Corrida Tiradentes fortalecem o espírito de união, disciplina e superação entre nossos militares, além de aproximar a Polícia Militar da comunidade alagoana, que abraça este evento e sempre marca presença de forma expressiva. Boa sorte a todos os participantes!”, afirmou o coronel, momentos antes de também encarar o percurso ao lado dos demais competidores.
Percursos e histórias de vida
Entre os corredores, estavam o casal Rosilda e Edson Carvalho, veteranos em provas de rua e nas edições promovidas pela PM.
“A corrida promove uma interação maior em família, e isso é muito importante. Correr proporciona bem-estar, satisfação e o desejo de sempre melhorar. Corro desde 2014, depois de participar de um evento do órgão onde eu trabalhava, e nunca mais parei. Posso dizer que essa prática se tornou meu vício — estamos sempre procurando provas para participar, sempre juntos”, contou Rosilda.

Edson também compartilhou sua experiência. “Qualquer atividade física é fundamental para o ser humano, sobretudo na minha idade, perto dos 70, mas essa modalidade realmente é algo surpreendente. É uma satisfação muito grande participar. Eu pratico esportes desde 1975, mas foi nesse tipo de prova que encontrei estabilidade e verdadeiro prazer. Comecei por recomendação médica; hoje, faço naturalmente e corro com a minha esposa. É uma felicidade muito grande correr ao lado dela. Ao lado até certo ponto, porque há momentos em que cada um segue seu ritmo, porém o mais importante é que a gente sempre se encontra no final”, completou.

A família Freitas arrancou aplausos e emocionou o público ao cruzar a linha de chegada. O pai, William, de 41 anos, completou a meia-maratona ao lado do filho Guilherme, de 15, empurrando sua cadeira de rodas durante todo o percurso de 21 km. Guilherme é cadeirante e tem paralisia cerebral. Na pista, eles são um só. A dupla já acumula experiência em corridas, mas esta foi a primeira participação na Tiradentes.
A família — que também é formada pela mãe, Adriana, e pela pequena Beatriz, de 5 anos, que vibravam na torcida — veio de Pindamonhangaba, São Paulo, para comemorar os 15 anos do primogênito e aproveitou a oportunidade para participar da prova.

“Amamos a cidade e, como sempre participamos de corridas, juntamos o útil ao agradável. A prova foi maravilhosa: largada no horário certinho, o percurso foi show de bola, sem subidas, só reta à beira-mar, e muitos pontos de hidratação”, resumiu William.
O pai atleta não escondeu a emoção ao comentar a reação do público. “Na chegada, fomos recebidos por muita gente vibrando, curtindo, batendo palmas — isso, para nós, é maravilhoso. Pessoas passam por nós, nos veem correndo, e é gratificante saber que elas se inspiram. Apesar da deficiência dele e da rotina de terapias, não deixamos ele no sofá. Estamos sempre na ativa com o Gui”, completou o atleta, cheio de orgulho, que compartilha a rotina no perfil do Instagram @gui_corredor_especial.
Finalizada a corrida, foi a vez do pódio. Confira o resultado, clicando Aqui.
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