Ufal repudia feminicídio de estudante Ana Beatriz, de 15 anos, e exige justiça
Jovem era aluna do Instituto Federal de Alagoas
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se manifestou com profundo pesar e veemente repúdio ao assassinato de Ana Beatriz de Moura, estudante de 15 anos, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), vítima de um crime brutal e que classifica como mais um triste retrato do feminicídio no estado. Em nota, a gestão da Ufal se solidarizou com a família da jovem e cobrou providências imediatas das autoridades de segurança pública para responsabilizar todos os envolvidos.
O comunicado reforça o compromisso da Universidade com os direitos humanos, a justiça social e o enfrentamento à violência de gênero, alertando para a urgência de ações mais eficazes no combate a esse tipo de crime. “Atitudes dessa natureza denotam a urgência de combatermos, com maior firmeza, todas as formas de violência contra meninas e mulheres”, diz um trecho da nota, que também reafirma a parceria com o Ifal na cobrança por justiça e na luta contra a impunidade.
Leia abaixo a íntegra da nota:
NOTA DE PESAR E REPÚDIO
A Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) manifesta seu mais profundo pesar e repúdio pelo brutal assassinato da jovem estudante do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), Ana Beatriz de Moura, que, com apenas 15 anos, tornou-se mais uma vítima de feminicídio no nosso Estado.
Este ato de violência cruel e covarde, que interrompeu uma vida em pleno florescer, não pode ser tratado como mais uma estatística. Atitudes dessa natureza denotam a urgência de combatermos, com maior firmeza, todas as formas de violência contra meninas e mulheres.
Como instituição pública de ensino superior, comprometida com a formação crítica, com os direitos humanos e com a justiça social, reafirmamos nossa indignação diante de mais esse caso de violência de gênero, ao tempo em que nos solidarizamos com a família, amigos e a comunidade escolar da vítima, comprometendo-nos, ainda, a irmanar esforços junto ao Ifal no que diz respeito a cobrar das esferas da Segurança Pública a elucidação total deste delito, com a prisão de todas as pessoas ora envolvidas.
O feminicídio é uma chaga social que precisa ser enfrentada com políticas públicas eficazes, educação transformadora e responsabilização firme dos agressores. A omissão, o silêncio e a naturalização da violência são inaceitáveis, razões pelas quais reiteramos nosso compromisso institucional com a promoção de uma sociedade mais segura, igualitária e livre de violência — especialmente contra mulheres, meninas e outras populações vulneráveis.
Que a memória de Ana Beatriz de Moura nos impulsione a seguir lutando por vidas que não se percam, por vozes que não sejam caladas e por futuros que não sejam interrompidos.
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