"Não há nada na minha trajetória que seja criminosa”, diz padre suspeito de desviar R$ 3 milhões
Segundo denúncia da Arquidiocese, o valor deveria ter sido aplicado em pelo menos dez projetos sociais
Com 26 anos dedicados à vida religiosa na Arquidiocese de Maceió, o cônego Walfran Fonseca dos Santos se diz surpreso com a acusação de que teria desviado R$ 3 milhões em recursos destinados a projetos sociais. Tesoureiro da Fundação Recriar — entidade ligada à Rede Cristã de Acolhimento e Recuperação do Dependente Químico em Alagoas —, o padre é um dos alvos de uma ação judicial movida pela própria Arquidiocese.
“Trabalhei incansavelmente em causas sociais”, declarou o religioso, destacando sua atuação em diversas frentes da Igreja e da assistência social. Entre os cargos que ocupou, estão a presidência da Casa para Velhice Luiza de Marillac, a direção do SAS Juvenópolis e da Fundação Leobino e Adelaide Motta, além de ter sido professor do Seminário Arquidiocesano e vigário episcopal.
Segundo o cônego, todas as suas atividades foram devidamente registradas e auditadas. “Sempre conduzi minha vida com ética, trabalho e dedicação ao estudo”, afirma. Ele sustenta que jamais deixou de prestar contas dos convênios sob sua responsabilidade e apresentou documentação que comprovaria a regularidade dos registros no Sistema Federal de Operação dos Convênios (SINCOV), utilizado para gerenciar transferências voluntárias de recursos públicos.
“Consulta realizada em 27 de maio deste ano aponta que todas as prestações de contas estão regulares”, afirma o cônego, reforçando que não há qualquer indício de irregularidade em sua atuação. “Todos os convênios que estiveram sob meu crivo foram submetidos ao Sistema Federal de Operação dos convênios (SINCOV), obrigatório na gestão de verbas discricionárias através do transfereregov.br”, destaca o religioso, informando que consulta realizada em 27 de maio deste ano constatou a regularidade de todas as prestações de contas efetuadas.
A denúncia, no entanto, vem da própria Arquidiocese de Maceió, que ingressou com uma ação na Justiça para cobrar explicações da Fundação Recriar sobre a destinação de aproximadamente R$ 3 milhões. Os valores teriam sido repassados para execução de pelo menos dez projetos sociais voltados ao acolhimento de dependentes químicos e pessoas em situação de rua.
Na petição, o arcebispo Dom Beto Breis solicita que o padre Walfran, como tesoureiro, e Ronnie Rayner Teixeira Mota, conselheiro fiscal da fundação, sejam intimados a apresentar relatórios detalhados sobre o uso dos recursos. A Arquidiocese afirma haver dúvidas sobre a execução efetiva das ações previstas nos projetos.
Walfran, que tem formação em Filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma e atuou como pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua por quase 20 anos, insiste em sua inocência: “Isso comprova que não há nenhuma falta por minha parte de prestação de contas e muito menos desvio de qualquer verba direcionada a projetos sociais da nossa arquidiocese.”
Últimas notícias
Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação da GO-330
Criança de 11 anos é mordida por tubarão em praia de Pernambuco
[Vídeo] Escola Virgem dos Pobres traz experiência pedagógica da Itália para Arapiraca
Homem é morto e outro fica ferido em ataque a tiros no Tabuleiro do Martins, em Maceió
“Haverá sinais”: postagem de Eudócia após caminhada com JHC e Alfredo Gaspar aumenta especulações sobre 2026
Turista gaúcha recupera celular após ação rápida da Oplit na orla de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
