Resgate de brasileira é suspenso no 3º dia por mau tempo na Indonésia
Jovem foi novamente localizada "imóvel" e a 500 metros de profundidade
Equipes suspenderam o terceiro dia da operação para resgatar a brasileira Juliana Marins, presa em uma área remota após escorregar e cair em uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. Além do mau tempo, anoiteceu no local, o que impede os trabalhos de resgate.
O que aconteceu
- Jovem foi novamente localizada "imóvel" e a 500 metros de profundidade. A informação foi dada pela equipe que administra o parque do Monte Rijani em publicação nas redes sociais.
- Equipes conseguiram descer 250 metros até ela, mas ainda estão longe de alcançá-la. Segundo a família de Juliana, eles estavam a 350 metros de distância da brasileira quando condições climáticas interromperam o resgate às 16h no horário local (5h no horário de Brasília). A administração do parque afirmou que a equipe de resgate enfrentou "condições climáticas dinâmicas, com neblina espessa que reduziam a visibilidade e aumentava o risco".
- Uma equipe de suporte vai passar a madrugada no ponto em que o resgate parou. A expectativa é de que, mesmo que as condições climáticas melhorem, o resgate só seja retomado quando amanhecer, já que não há visibilidade no turno da noite. Um brasileiro que acompanha os trabalhos no local disse que o trabalho deve ser retomado às 3 horas de terça-feira (horário local), por volta de 16h de hoje no Brasil.
- Dois alpinistas experientes integram equipe de reforço às buscas, diz família. "Não temos informação de se eles conseguirão dar continuidade ao resgate durante a noite", afirmou a irmã de Juliana em publicação nas redes sociais na manhã de hoje.
- Resgate com helicóptero é possível, mas depende das condições climáticas. A administração do parque afirmou que o governo local incentivou o uso do resgate aéreo, principalmente nas primeiras 72 horas após o incidente, mas disse que era necessário um helicóptero específico, com um guincho que pudesse transportar pessoas e cargas para áreas de difícil acesso. Além disso, a mudança brusca de tempo pode ser perigosa em um resgate do tipo. Por vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver que a área onde a brasileira tem acúmulos de névoa repentinos, que torna a visibilidade do local baixa.
- Parque segue funcionando normalmente e turistas continuam fazendo trilha em que a brasileira caiu. As informações foram divulgadas pela família da vítima e por outros brasileiros que foram até o local prestar apoio e acompanhar as buscas de perto.
- Não há informações sobre o estado de saúde da mulher, que está sem água ou comida desde a sexta-feira. Quando Juliana caiu, ela estava sem agasalho, vestindo somente calça jeans, camiseta, luvas e tênis. A mulher, que tem miopia, também estava sem óculos.
- Funcionários da embaixada acompanham esforços de resgate, informou Itamaraty. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que autoridades locais "no mais alto nível" foram mobilizadas para enviar equipes de resgate à área do vulcão.
- A publicitária Juliana Marins, de 26 anos, tropeçou e escorregou durante a trilha na noite de sexta-feira, segundo a família. Ela rolou da montanha e foi parar a cerca de 300 metros abaixo do caminho da trilha, no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok. Com isso, ficou debilitada e não conseguia se movimentar.
- Três horas depois do acidente, um grupo de espanhóis encontrou a brasileira. A irmã dela, Mariana, vive em Niterói (RJ) e disse ao UOL que as pessoas que passaram pelo local perguntaram o nome de Juliana e tentaram achar familiares e amigos dela pelas redes sociais.
- Família acompanhou situação por fotos e vídeos enviados pelos espanhóis, na espera pelo resgate. Mariana diz que tudo se agravou com o aparecimento de uma neblina e umidade muito forte, que fez com que Juliana escorregasse ainda mais da pedra. A irmã chegou a dizer que seria um ''absurdo se ela morresse por falta de socorro''.
- Juliana fazia um ''mochilão'' desde o final de fevereiro com uma agência de turismo. ''A empresa de turismo que a levou ficou mentindo o tempo todo, dizendo que o resgate tinha chegado, e não tinha chegado coisa nenhuma'', fala a irmã.
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