Projeto de Alfredo Gaspar que exige castração química para estupradores é aprovado na Câmara
A proposta foi acolhida integralmente pelo relator, deputado Capitão Alberto Neto (PL–AM) e agora segue para análise no plenário
O projeto do deputado federal Alfredo Gaspar (União–AL), que estabelece a castração química para estupradores, foi aprovado nesta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. A proposta foi acolhida integralmente pelo relator, deputado Capitão Alberto Neto (PL–AM), no parecer ao PL 6831/2010 e seus apensados, e agora segue para análise no plenário.
O texto aprovado altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal para incluir a exigência do tratamento químico de inibição da libido como condição para que estupradores consigam a liberdade. Conhecida como castração química, a medida consiste na aplicação de medicamentos hormonais que reduzem significativamente o desejo sexual.
Segundo Alfredo Gaspar, a proposta representa um avanço concreto no combate à violência sexual no Brasil. “Estamos dando um passo decisivo contra a impunidade. O Brasil registra mais de 80 mil estupros por ano oficialmente, além dos inúmeros casos não registrados — a maioria contra mulheres e crianças. A sociedade está cansada de ver estupradores reincidentes voltarem às ruas. A castração química é uma medida dura, mas necessária, para proteger as vítimas e evitar novos crimes”, afirmou o deputado.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, só em 2024, foram registrados 83.114 casos de estupro no país, o maior número dos últimos cinco anos, com uma média alarmante de 227 vítimas por dia. Mais de 86% das vítimas são mulheres, e cerca de 60% têm menos de 14 anos. Além disso, foram contabilizados 1.459 casos de feminicídio no mesmo período, o que representa quatro mulheres assassinadas por dia.
Para o deputado alagoano, esses números mostram a gravidade da crise e a urgência de ações mais firmes por parte do Estado. “Com a castração química, esses agressores terão seu desejo sexual retirado, e isso vai garantir maior segurança às vítimas. Se não resolve por completo o problema, já é uma iniciativa que, com certeza, vai minimizar muitos crimes sexuais. Por isso, estou aqui: para defender as vítimas e punir com rigor os agressores sexuais. Nós não podemos permitir a continuação desses crimes. As vítimas merecem proteção, e os agressores, punição rígida”, completou Alfredo Gaspar.
Com a aprovação na CCJC, o projeto segue agora para deliberação no plenário da Câmara dos Deputados.
Últimas notícias
Três Copas depois: Vídeo de mãe com os filhos emociona torcedores brasileiros
Investigação descarta premeditação, mas indicia policial por assassinato de colegas em AL
Virginia tromba com Anna Wintour em Nova York e registra encontro
Movimentos sociais repudiam indicação do caso Braskem a prêmio do Ministério Público
Crianças autistas seguem sem frequentar as aulas por falta de PAEs em escola bilíngue de Maceió
Filha do ‘mago das chapas’ lança pré-candidatura a deputada federal
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
