Jornalismo e violência de gênero: evento em Maceió debate papel da imprensa na proteção das mulheres
O ciclo Tendências e Soluções reforçou que a informação, quando tratada com responsabilidade e sensibilidade, é uma das ferramentas mais poderosas na luta contra a violência de gênero
A violência contra a mulher permanece como um dos grandes desafios da sociedade brasileira. Nesta quinta-feira (21), jornalistas, especialistas e representantes de instituições públicas e privadas se reuniram em Maceió para discutir como a comunicação pode contribuir de forma mais eficaz para o enfrentamento dessa realidade. O debate aconteceu durante a 11ª edição do ciclo *Tendências e Soluções*, no auditório da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA).
O encontro reuniu profissionais da comunicação de todo o estado de Alagoas, incluindo jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas e designers gráficos com o objetivo de promover boas práticas na cobertura de casos relacionados à violência de gênero. A proposta central do evento foi qualificar a produção jornalística, evitando a reprodução de estigmas, estereótipos e discursos discriminatórios.
Realizado em pleno Agosto Lilás mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher , o evento reforçou a necessidade de um jornalismo mais sensível, responsável e alinhado com os direitos humanos. A superintendente de Comunicação de Alagoas, Fátima Almeida, destacou que é essencial refletir sobre o papel da imprensa na construção de narrativas que ou contribuem para a proteção das mulheres ou, inadvertidamente, reforçam ciclos de violência.
“De que maneira nós, enquanto profissionais, estamos contribuindo para reduzir os índices de violência contra a mulher? E de que forma, com o nosso trabalho, podemos também acabar reproduzindo conceitos que perpetuam essa violência?”, questionou Fátima.
A diretora de Relações Institucionais da Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Carla Egídio, também participou das discussões e ressaltou a importância da abordagem responsável do tema nos meios digitais.
“O jornalismo precisa pautar o interesse público, formar a audiência sobre questões fundamentais, como o enfrentamento à violência de gênero. Isso vai além da cobertura de casos: é preciso mostrar caminhos, serviços de apoio, e tratar o tema com respeito e profundidade”, afirmou Carla.
A edição especial do evento promovida pela AMA buscou sensibilizar os profissionais da comunicação sobre o impacto de seu trabalho. De acordo com os organizadores, ainda há jornalistas que não compreendem plenamente a necessidade de uma abordagem protetiva em relação às mulheres — muitas vezes, não por má-fé, mas por falta de capacitação.
O ciclo Tendências e Soluções reforçou que a informação, quando tratada com responsabilidade e sensibilidade, é uma das ferramentas mais poderosas na luta contra a violência de gênero. Além de denunciar, o jornalismo também deve educar, orientar e promover uma cultura de respeito e equidade.
*Estagiário sob supervisão
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
