Quadrilha fabricava medicamento próprio e movimentou mais de R$ 1 milhão
O esquema criminoso consistia em roubar cargas de medicamentos verdadeiros, produzir substâncias próprias e comercializar tanto os produtos verdadeiros, quanto os falsificados
A Polícia Civil divulgou, durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (29), detalhes sobre o esquema milionário roubo e venda de medicamentos e de anabolizantes falsos, liderado por criminosos em Alagoas. De acordo com o delegado Thiago Prado, a quadrilha mantinha uma fábrica clandestica onde também faziam uma medicação própria.
O esquema criminoso consistia em roubar cargas de medicamentos verdadeiros, produzir substâncias próprias e comercializar tanto os produtos verdadeiros, quanto os falsificados nas redes sociais. A organização, alvo da operação “Farmácia do Crime”, atuava em Rio Largo e movimentou mais de R$ 1 milhão em pouco mais de um ano.
Fábrica clandestina
De acordo com o delegado Thiago Prado, os investigadores localizaram uma gráfica que era utilizada para a impressão de rótulos falsificados. No segundo andar do imóvel, funcionava uma fábrica clandestina, equipada com maquinário para triturar substâncias, produzir cápsulas e prensar comprimidos.
“Lá identificamos invólucros vazios, máquinas de prensa, substâncias químicas não identificadas e material utilizado para falsificar medicamentos como Ozempic e Monjaro, além de anabolizantes. Também foi encontrada uma medicação criada pela própria quadrilha, batizada de Organil, totalmente produzida na cidade de Rio Largo”, explicou o delegado.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo. Durante a ação, o líder da organização criminosa foi preso, assim como o responsável direto pela fábrica clandestina. Em uma das residências, foram apreendidos medicamentos, anabolizantes, além de uma pistola.
As investigações tiveram início após denúncias de roubos de cargas em farmácias e transportadoras no estado, incluindo furtos de canetas emagrecedoras, que já vinham ganhando popularidade.
Segundo a Polícia Civil, os produtos eram divulgados e vendidos pela internet, com o apoio de influenciadores digitais e praticantes de atividades físicas, que incentivavam clientes a adquirir os medicamentos e anabolizantes. Parte das vendas era destinada a outros estados.
“Grande parte dos anabolizantes e das canetas emagrecedoras era falsificada, mas também havia produtos originais misturados para dar aparência de credibilidade”, completou o delegado.
Investigações em andamento
Além dos dois presos, outros integrantes da quadrilha ainda serão investigados por participação no esquema. Todo o material apreendido será periciado pelo Instituto de Criminalística (IC), que vai identificar as substâncias utilizadas na fabricação.
Últimas notícias
Capacitação em primeiros socorros reúne profissionais das creches de Japaratinga
São Sebastião é destaque no “Desfile Fios e Tecidos” que valorizou o artesanato alagoano
Colisão entre carretas deixa mortos e provoca incêndio em Joaquim Gomes
Homem fica gravemente ferido após ter olho atingido por barra de ferro em Coruripe
Leonardo Dias aprova Título de Cidadão Honorário de Maceió a Flávio Bolsonaro
Entre a escola e o cinema: a história da servidora da Seduc que chegou ao Oscar
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
