Em seminário internacional, Teca Nelma destaca importância do Plano Diretor e inclusão no espaço urbano
Durante seu discurso, Teca ressaltou que os direitos humanos também se materializam no espaço urbano
A vereadora Teca Nelma (PT) participou, nesta quarta-feira (4), da mesa de abertura do 2º Seminário Internacional sobre Arquitetura e Direitos Humanos, realizado no auditório do Norcon Empresarial, em Maceió. O evento, promovido pelo Núcleo de Pesquisas sobre Projetos Especiais da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Ufal (NuPPES/FAU), em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Alagoas (CAU/AL), reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir como arquitetura e urbanismo podem se tornar instrumentos de inclusão social e garantia de direitos.
Durante seu discurso, Teca ressaltou que os direitos humanos também se materializam no espaço urbano. “Uma cidade justa e democrática também se constrói no chão que pisamos, no transporte que usamos, nos espaços públicos que frequentamos. A arquitetura e o urbanismo podem combater desigualdades, mas também podem aprofundá-las se não forem pensados de forma inclusiva”, afirmou.
A parlamentar destacou a urgência da revisão do Plano Diretor de Maceió, aprovado em 2005 e defasado há quase dez anos. Segundo ela, a falta de atualização do instrumento tem aprofundado as desigualdades urbanas, deixando bairros periféricos sem saneamento, áreas de lazer e infraestrutura básica, enquanto regiões centrais concentram investimentos e oportunidades. “Essa desigualdade urbana fere diretamente os direitos humanos da nossa população”, criticou.
Teca lembrou que, desde o início de seu mandato, pressiona a Prefeitura pela atualização do Plano Diretor e que em 2023 conseguiu garantir a reativação do Conselho Municipal responsável pela discussão do tema. Ela também ressaltou que o novo plano deve enfrentar as consequências do crime ambiental da Braskem, que alterou a dinâmica urbana da capital. “Definir o uso e ocupação das áreas atingidas é uma questão urgente e de justiça social”, defendeu.
Além do Plano Diretor, a vereadora citou a lei de sua autoria que proíbe o uso de técnicas de arquitetura hostil em espaços públicos de Maceió. Para ela, esse tipo de intervenção busca afastar pessoas em situação de rua e é um exemplo de como o espaço pode ser usado para excluir em vez de incluir. “Precisamos de uma arquitetura que acolha, que promova encontros e garanta dignidade. Pensar a cidade é pensar em direitos humanos, e nosso desafio coletivo é garantir que Maceió não seja uma cidade de poucos, mas uma cidade de todos”, concluiu.
Últimas notícias
Consignados: INSS passa a exigir biometria facial a partir desta terça
Weverton reage a convocação para disputar a Copa do Mundo com a Seleção Brasileira
Diretor da OMS afirma estar ‘profundamente preocupado’ com epidemia de Ebola no Congo
Monumento Natural do Rio São Francisco recebeu mais de 1,1 milhão de visitantes em 2025
Corpo do ex-comandante aéreo de AL será velado e cremado nesta terça
Família de João Pedro juntou-se para ver convocatória... mas não foi chamado
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
