Receita Federal combate fraudes na importação de combustíveis em Alagoas e outros estados
As ações concentram-se em empresas que surgem formalmente como importadoras de cargas avaliadas em centenas de milhões de reais
A Receita Federal deflagrou, nesta quinta-feira (19), a “Operação Cadeia de Carbono”, uma grande ação de fiscalização focada na apuração da regularidade na importação e comercialização de combustíveis, petróleo e seus derivados. O objetivo da operação é desarticular organizações criminosas especializadas em fraudes fiscais, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal, práticas que prejudicam a economia do país e, em especial, a concorrência no mercado de combustíveis.
Em Alagoas, a operação atingiu empresas que, apesar de apresentarem uma estrutura operacional limitada, aparecem como grandes importadoras de combustíveis. Essas empresas estariam utilizando expedientes fraudulentos para esconder a origem dos recursos financeiros e os reais importadores das cargas de petróleo e seus derivados. A Receita Federal tem identificado e investigado redes empresariais que operam de forma obscura, usando laranjas e contratos falsos para dissimular os fluxos financeiros e tornar mais difícil o rastreamento dos responsáveis pelos crimes.
A operação envolveu 80 servidores da Receita Federal, que contaram com o apoio de 20 viaturas e recursos aéreos como aeronaves e helicópteros, usados para vigilância e suporte logístico durante a fiscalização. Além de Alagoas, os estados da Paraíba, Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo também foram alvos da operação.

Em Alagoas, foram realizadas diligências em estabelecimentos localizados na região metropolitana de Maceió, que lidam com a importação e armazenamento de combustíveis. A fiscalização se concentrou na verificação das capacidades operacionais dessas empresas e na coleta de documentos que possam comprovar a fraude. Até o momento, não foram registradas apreensões de grande porte no estado, mas a operação continua em andamento.
Durante a operação, a Receita Federal retinha, em outros estados, cargas de combustíveis provenientes de navios que chegaram ao Brasil. Dois desses carregamentos, com um valor aproximado de 240 milhões de reais, estavam destinados ao Rio de Janeiro. A carga retida incluía petróleo, combustíveis e óleo condensado, produtos que estavam sendo importados de forma irregular.
O foco das investigações em Alagoas e em outros estados será o rastreamento de contratos falsificados e o levantamento de informações financeiras sobre os envolvidos, visando desmantelar as cadeias de ocultação dos fluxos financeiros.
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