Vereadora propõe criação de novos CAPS e reforça necessidade de expansão da rede de saúde mental em Maceió
A fim de mudar o atual cenário, a parlamentar anunciou o protocolo de uma emenda ao Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, destinando R$ 20 milhões para a construção de novos CAPS Álcool e Drogas II e III
Durante a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (28), a vereadora Teca Nelma (PT) cobrou da Prefeitura de Maceió a ampliação da rede de atenção psicossocial e a implantação de novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) na capital. Segundo a parlamentar, uma cidade com quase um milhão de habitantes não pode funcionar com apenas cinco unidades de atendimento.
Teca destacou que o Ministério da Saúde recomenda que municípios do porte de Maceió possuam pelo menos uma unidade CAPS III, com atendimento 24 horas, o que ainda não existe na capital. Ela alertou que a falta de estrutura adequada tem levado pessoas em sofrimento psíquico a situações de abandono ou internações em clínicas manicomiais, o que contraria a política antimanicomial e humanizada prevista pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A vereadora afirma que o investimento anunciado pela Prefeitura em junho, cerca de R$ 6 milhões para a reforma das cinco unidades existentes, é positivo, mas não suficiente por não prever a expansão do serviço. “Reformar não é o mesmo que ampliar. Hoje Maceió está muito atrás de outros municípios bem menores, e isso mostra que o problema não é falta de recurso, é falta de prioridade”, disse.
A fim de mudar o atual cenário, a parlamentar anunciou o protocolo de uma emenda ao Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, destinando R$ 20 milhões para a construção de novos CAPS Álcool e Drogas II e III, com funcionamento 24 horas e previsão de cinco novas unidades em diferentes regiões da cidade. “São unidades que podem oferecer acolhimento integral, acompanhamento multiprofissional e tratamento humanizado, garantindo que ninguém em crise seja empurrado para o abandono”, anunciou.
“Saúde mental não é luxo, é urgência. Falar de saúde mental é falar de dignidade. Políticas públicas que cuidam da saúde mental salvam pessoas, resgatam histórias e devolvem esperança. Cuidar da mente é também cuidar da nossa cidade. Maceió precisa ter um plano concreto de expansão da rede, com metas, prazos e orçamento definidos. Cuidar da mente é também cuidar da nossa cidade”, concluiu a vereadora.
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