Ministério Público obtém condenação de réu denunciado por homicídio triplamente qualificado e dupla tentativa
Durante todo o tempo, Adilza Inácio de Freitas demonstrou que o crime foi praticado por motivo torpe, decorrente de conflitos ligados ao tráfico, e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da 42a Promotoria de Justiça da capital, obteve, nesta quarta-feira (3), a condenação de Leidjan Felipe dos Santos Nascimento, conhecido como “Bracinho”, pelos crimes de homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, praticados em 10 de maio de 2021, no bairro Jatiúca, em Maceió. Coube a promotora de Justiça Adilza Inácio de Freitas o papel da acusação.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPAL, o réu, juntamente com outros envolvidos, agiu em comunhão de esforços para executar vítimas que estavam em uma área conhecida pela disputa de pontos de tráfico de drogas. Na ação criminosa, foi morto Samuel Lucas da Silva Moraes, enquanto John Weslley da Silva Antunes e Nichelson Alves da Silva foram atingidos, mas sobreviveram após conseguir correr e escapar, circunstância que caracterizou a tentativa de duplo assassinato.
Durante todo o tempo, Adilza Inácio de Freitas demonstrou que o crime foi praticado por motivo torpe, decorrente de conflitos ligados ao tráfico, e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, já que os disparos foram efetuados de surpresa e de forma indiscriminada. O Ministério Público também apontou emprego de meio capaz de causar perigo comum, devido aos tiros disparados no meio da via pública.
A 42a Promotoria de Justiça também esclareceu as circunstâncias que impediram a consumação dos homicídios tentados, reforçando a dinâmica da fuga das duas vítimas sobreviventes.
“Com base no conjunto probatório e nos argumentos apresentados por nós durante o julgamento, os jurados reconheceram a responsabilidade de Leidjan Felipe pelos fatos em todos os crimes. A sentença condenatória foi de 47 anos de reclusão”, informou a promotora de Justiça.
Adilza Inácio de Freitas ressaltou ainda a necessidade de rigor no enfrentamento aos crimes dolosos contra a vida: “Tais condutas desestabilizam comunidades inteiras, impõem medo às famílias e atentam contra o bem jurídico mais essencial que o Ministério Público tem o dever de proteger: a vida humana”, declarou.
Por fim, ela destacou que cada resposta penal efetiva “reafirma a mensagem de que a violência premeditada e a execução de conflitos pela via armada não terão qualquer tolerância dentro do Sistema de Justiça”.
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