Política

Ministério Público oferece denúncia contra advogada por calúnia contra defensor público alagoano

Fakenews foi propagada diante do anunciou de Orhoniel Pinheiro como coordenador de Proteção Coletiva

Por 7Segundos 12/12/2025 07h07
Ministério Público oferece denúncia contra advogada por calúnia contra defensor público alagoano
Mulher usou as redes sociais para acusar Othoniel Pinheiro de recebimento de proprina da Braskem - Foto: Reprodução / Instagram

O Ministério Público de Alagoas ofereceu denúncia nesta quinta-feira (11) contra a advogada Adriana Mangabeira Wanderley por ofensas contra o defensor público Othoniel Pinheiro por causa de sua nomeação na função de coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria Pública de Alagoas.

Na ocasião em que Pinheiro assumiu a coordenação do núcleo de proteção coletiva, a advogada atacou indevidamente o defensor Othoniel Pinheiro no perfil do instagram “Política Alagoana” em agosto deste ano, acusando-o de recebimento de propina feito pela Braskem por causa de uma enganosa mudança (informação falsa muito propagada na época) nas tratativas das ações civis públicas contra a Braskem e, que, em razão dessa informação falsa, a advogada proferiu as palavras caluniosas.

A matéria publicada pelo perfil do Instagram anunciava que o Othoniel estava assumindo a Coordenação de Núcleo de Proteção Coletiva, ocasião em que Adriana Mangabeira, baseando-se na informação falsa de que houve mudanças nas ações civis públicas contra a Braskem, afirmou na postagem que a empresa era “a maior pagadora de propina do mundo” perguntando quanto tinha custado a troca da coordenação e quanto a Braskem tinha pago.

A verdade é que o Núcleo de Proteção Coletiva não trata somente do caso Braskem, uma vez que abarca uma série de outras questões importantes para a sociedade alagoana, como planos de saúde, educação, moradia, saúde pública, saneamento, direitos humanos, abrigos, sistema carcerário, entre outras.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL), por crime de calúnia contra funcionário público em razão do exercício de suas funções com a possibilidade de triplicar a pena em razão das agressões serem cometidas em rede social, razão pela qual a pena pode chegar a 8 anos de reclusão em regime fechado.

Em consulta ao sistema do Tribunal de Justiça de Alagoas, identifica-se que a referida advogada já responde por denúncia em processo nº 8076868- 72.2025.8.02.0001 ofertada pelo Ministério Público de Alagoas em virtude de crimes cometidos contra o Desembargador Tutmés Airan.
Responde também por processos cíveis por ofensas cometidas contra a Ministra do STJ Marluce Caldas: 0735015-81.2025.8.02.0001, 0735007-07.2025.8.02.0001, 0734251-95.2025.8.02.0001 e 0733809-32.2025.8.02.0001, bem como a processo de calúnia contra o Prefeito de Maceió, JHC: 0715175-85.2025.8.02.0001.