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Investigador apresenta evidências que ligam casos policiais clássicos 'Dália Negra' e 'Assassino do Zodíaco'

Consultor afirma ter identificado Marvin Margolis como autor dos crimes e órgãos de segurança revisam as descobertas

Por Extra 25/12/2025 13h01
Investigador apresenta evidências que ligam casos policiais clássicos 'Dália Negra' e 'Assassino do Zodíaco'
Elizabeth Short, conhecida como Dália Negra e o retrato falado do Assassino do Zodíaco - Foto: Reprodução/Internet

Um novo relatório investigativo apresentado pelo consultor Alex Baber, cofundador da organização Cold Case Consultants of America, afirma que os famosos assassinatos de Elizabeth Short, em 1947, e as mortes atribuídas ao Assassino do Zodíaco, entre 1968 e 1969, nos EUA, foram cometidos pela mesma pessoa. O suspeito identificado por Baber é Marvin Margolis, um veterano da Marinha falecido que serviu no corpo médico durante a Segunda Guerra Mundial.

A conclusão do investigador baseia-se na análise de registros do censo, documentos judiciais e no uso de inteligência artificial para decifrar a "Z13", uma das mensagens criptografadas enviadas pelo Zodíaco à imprensa na década de 1970. Segundo Baber, a formação médica de Margolis teria fornecido as habilidades necessárias para as mutilações precisas encontradas no corpo de Elizabeth Short, caso que ficou conhecido mundialmente como Dália Negra.

O relatório aponta que Margolis residia em Los Angeles na época do assassinato de Short e teria mantido um vínculo pessoal com a vítima. Após o crime, o suspeito teria se deslocado por diferentes estados antes de retornar à Califórnia, coincidindo com o período em que o Assassino do Zodíaco iniciou sua série de ataques no norte do estado. Entre as provas apresentadas, consta também um esboço realizado por Margolis antes de sua morte, que contém referências nominais a Elizabeth e ao pseudônimo Zodiac.

Diferente de teorias anteriores propostas por entusiastas, os achados de Baber estão sendo analisados formalmente por agências de aplicação da lei. O investigador apresentou seus dados em reuniões com o Departamento de Polícia de San Francisco (SFPD), o FBI e os escritórios dos xerifes dos condados de Napa e Solano. Ed Giorgio, ex-chefe de decifração de códigos da Agência de Segurança Nacional (NSA), revisou o trabalho e manifestou apoio à resolução da cifra Z13 proposta por Baber.

Até o momento, o Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD) e as demais agências envolvidas confirmaram que as informações estão sob revisão técnica. Embora detetives de homicídios aposentados tenham declarado apoio público à tese de Baber em fóruns especializados, as autoridades oficiais ainda não emitiram um veredito final que encerre formalmente os casos, que permanecem tecnicamente abertos nos registros dos Estados Unidos.