Mulher que 'voltou da morte' revela o que viu no 'além': 'Não há quem diga se você vai para o céu ou o inferno'
Erica Tait disse ter aprendido que tudo no universo era um ser interconectado, feito da mesma energia vibrando em diferentes velocidades
Erica Tait tinha apenas 22 anos quando caiu de um penhasco em Palisades (Nova Jersey, EUA), ao fazer uma escalada sem equipamentos de segurança. A americana despencou de uma altura de 18 metros (equivalente a um prédio de seis andares), numa experiência extremamente dolorosa que redefiniria a sua vida. O episódio ocorreu em 2015.
Antes de "apagar", Erica, com muito esforço, pediu ajuda pelo celular, mas não conseguiu informar sua localização.
O quadro era grave: Erica havia fraturado a coluna, a pélvis, os braços e as costelas, além de ter perfurado os pulmões.
Durante as sete horas até que fosse achada, a americana deixou o seu corpo físico para trás e entrou num "reino" onde sua consciência deixou de existir como indivíduo.
A americana relatou que a sua experiência de quase morte (EQM) começou com uma profunda sensação de paz, enquanto sua consciência se distanciava da dor e dos ferimentos no chão, compreendendo instantaneamente que o verdadeiro "eu" era algo eterno e separado do corpo. Ao se deparar com uma luz branca brilhante que ela só conseguia descrever como Deus ou uma consciência universal, Erica disse ter aprendido que tudo no universo era um ser interconectado, feito da mesma energia vibrando em diferentes velocidades.
Esse foi o "plot twist" na vida de Erica. A revelação a preencheu com um amor imenso e mostrou-lhe que nosso verdadeiro propósito na Terra era lembrar dessa unidade e viver com compaixão, porque ferir alguém seria como ferir a nós mesmos.
Em seguida, narrou a americana durante entrevista em dezembro, toda a sua trajetória terrena passou diante dos seus olhos como um filme, e ela viu claramente como seus traumas e escolhas passadas haviam causado danos a si mesma e aos outros.
"A única pessoa que me julgava era a minha versão mais objetiva. Então, não havia nenhum ser externo me dizendo que eu iria para o inferno ou para o céu", declarou ela.
Embora Erica não tenha encontrado seres específicos como anjos ou parentes falecidos, ela disse que a própria luz parecia viva e se comunicava com ela diretamente, como uma presença amorosa que a conhecia completamente.
"Nesta dimensão que chamamos de Terra, existe uma ilusão de separação", comentou ela.
Ao "regressar à vida", Erica, que se dedica a promover terapia espiritual, disse que tomou um norte, o único "possível" após o que passara:
"Despertar, lembrar por que estamos aqui, o que realmente somos. Esse tem sido meu único foco desde então: continuar a me lembrar e a despertar para lembranças cada vez mais profundas do que é a realidade, e ajudar o coletivo a fazer o mesmo."
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