[Vídeo] Turista diz que sofreu três golpes na Praia do Gunga: 'não volto mais'
Ele relatou ter sido coagido a 'comprar' dinheiro a juros altos no local por falta de maquineta ou aceitação de pix
O aumento de relatos de golpes e práticas abusivas contra turistas em destinos de praia no Nordeste vem ganhando destaque nas últimas semanas, com episódios que envolvem desde agressões físicas até cobranças indevidas e falta de transparência nos preços. Um dos casos mais repercutidos ocorreu em Porto de Galinhas (PE), onde um casal de turistas foi agredido por barraqueiros após questionar a elevação do valor combinado para o uso de cadeiras de praia, episódio que ganhou repercussão nacional e gerou polêmica sobre motivação homofóbica e condutas comerciais predatórias no litoral.
Em Alagoas, turistas que visitam praias como a do Gunga, Barra de São Miguel e a orla de Maragogi também relatam experiências negativas que vão além de preços altos. Entre esses relatos, destacou-se o caso do barbeiro Dan Clais, que esteve na Praia do Gunga, em Roteiro, próximo a Maceió, e descreveu uma sequência de golpes que comprometeram sua experiência de viagem:
“Estávamos em cinco pessoas: dois casais e uma amiga. Fomos ao Gunga, um local ao qual não pretendo retornar e que não recomendaria a ninguém. A experiência foi decepcionante, com três golpes perceptíveis…”.
Segundo Clais, o primeiro golpe ocorreu já na chegada, quando a utilização de cadeiras de praia foi condicionada ao consumo em uma barraca associada, com o valor mínimo de R$ 110,00, prática que, embora comum em alguns pontos, não é regulamentada e pode configurar venda casada ou cobrança abusiva quando imposta sem aviso claro.
O segundo problema relatado envolveu o pagamento de um passeio de quadriciclo: o serviço era cobrado exclusivamente em dinheiro, e a ausência de maquininhas ou opção de Pix colocou o grupo em desvantagem. Um cambista provisório ofereceu a troca de valores a uma taxa considerada abusiva (R$ 240,00 via Pix por R$ 200,00 em espécie), gerando prejuízo financeiro.
Após o passeio, um fotógrafo que ofereceu pacote de fotos por R$ 20,00 não entregou o material após o pagamento via Pix, o que configura potencial golpe de serviço.
Ao final do dia, ao solicitar a porção originalmente combinada para liberar as cadeiras, o grupo foi surpreendido com uma cobrança maior do que o combinado, levando a uma discussão e à necessidade de adquirir itens adicionais para evitar um impasse maior, segundo o relato, em clima de coação por parte dos responsáveis da barraca.
Confira o relato:
Essas situações, segundo Dan Clais, demonstram falta de transparência, práticas comerciais predatórias e risco de prejuízos financeiros para turistas, aspectos que podem desestimular o turismo e impactar negativamente a reputação das praias alagoanas.
Casos como o de Porto de Galinhas destacam um fenômeno mais amplo: a pressão por parte de ambulantes e comerciantes por consumo mínimo, cobrança de serviços de forma opaca e, em situações extremas, violência física quando turistas contestam valores ou práticas. No caso pernambucano, a prefeitura de Ipojuca proibiu expressamente a cobrança de consumação mínima e práticas de venda casada nas barracas de praia após o incidente, com penalidades previstas para quem descumprir as regras.
Especialistas em direito do consumidor ressaltam que turistas têm direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor, incluindo informação clara sobre preços e serviços, oferta e cumprimento de serviços contratados, e proibição de cobrança de taxas não acordadas previamente. Práticas como exigência de consumação mínima, venda casada e não entrega de produtos pagos podem caracterizar cobrança abusiva e estelionato.
Recomendações para turistas
>>> Antes de aceitar serviços (cadeiras, passeios, fotógrafos, etc.), solicite informação clara sobre preço e forma de pagamento;
>>> Prefira estabelecimentos que aceitam métodos eletrônicos, evitando situações de obrigatoriedade de dinheiro em espécie, que facilitam golpes;
>>> Exija comprovantes de pagamento e contratos simples, mesmo para serviços informais;
>>> Ao identificar práticas abusivas, registre fotos ou vídeos e, se necessário, procure órgãos de defesa do consumidor.
Últimas notícias
A coincidência na morte de Michael Schumacher com o drama do ex-piloto
Saiba quem é Jerônimo Vaqueiro, cantor que fez show para plateia vazia
Seduc lança Portaria que define as diretrizes e o funcionamento do ano letivo 2026 em Alagoas
Força política: a 10 meses das eleições, Arthur Lira reúne apoio majoritário dos prefeitos do Sertão de Alagoas
Prefeito de Arapiraca assina ordem de serviço para início das obras do Teatro Municipal
Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
