Casas de Farinha são reconhecidas como Patrimônio Cultural de Alagoas por lei de André Silv
Com a sanção da lei, Alagoas reafirma seu compromisso com a preservação da memória cultural
O Estado de Alagoas passou a reconhecer oficialmente o Ofício das Casas de Farinha como Patrimônio Cultural Imaterial, por meio de lei sancionada pelo governador Paulo Dantas e de autoria do deputado estadual André Silva. A medida representa um marco na valorização das tradições populares, da agricultura familiar e da economia solidária no estado.
A nova legislação preserva e protege um dos saberes mais antigos e simbólicos do povo alagoano: a produção artesanal da farinha de mandioca e seus derivados, como a tapioca, a fécula e os beijus. Mais do que um processo produtivo, o ofício das Casas de Farinha reúne práticas culturais, saberes culinários, relações comunitárias e modos de vida transmitidos de geração em geração.
Valorização da cultura e das comunidades tradicionais
De acordo com a lei, o reconhecimento como Patrimônio Cultural abrange todas as etapas do processo tradicional, desde o cultivo da mandioca até a torra, moagem e preparo dos alimentos, incluindo também os espaços físicos das Casas de Farinha, seus equipamentos, utensílios e, principalmente, as pessoas envolvidas — famílias e membros das comunidades que mantêm viva essa tradição secular.
A legislação também reconhece as manifestações culturais associadas às farinhadas, como cantorias, festejos e rituais comunitários, além dos saberes culinários tradicionais, reforçando a importância cultural e social dessas práticas no interior do estado.
Fortalecimento da agricultura familiar e da economia solidária
Outro ponto central da lei é a integração do Ofício das Casas de Farinha às políticas públicas de agricultura familiar e economia solidária. As atividades passam a ter prioridade em programas estaduais voltados ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da mandioca, com acesso a assistência técnica, crédito rural e apoio à comercialização.
Para o deputado André Silva, a lei é um instrumento de justiça social e valorização do povo do campo.
“As Casas de Farinha representam história, identidade e sustento para milhares de famílias alagoanas. Reconhecer esse ofício como patrimônio cultural é garantir respeito às tradições e criar oportunidades para o desenvolvimento econômico local de forma sustentável”, destacou o parlamentar.
Limites e preservação da essência cultural
A legislação estabelece que, caso uma Casa de Farinha se transforme em empresa ou indústria, ela perde o direito aos benefícios previstos na lei, mantendo apenas o título de Patrimônio Cultural. A medida visa assegurar que o reconhecimento esteja diretamente ligado à preservação do caráter tradicional, familiar e comunitário da atividade.
Compromisso com a memória e o futuro
Com a sanção da lei, Alagoas reafirma seu compromisso com a preservação da memória cultural, o fortalecimento das comunidades rurais e a valorização dos saberes populares. O Ofício das Casas de Farinha passa, assim, a ocupar oficialmente o lugar que sempre teve na história do estado: o de símbolo de resistência cultural, identidade e desenvolvimento sustentável.
A lei entrou em vigor na data de sua publicação, em 19 dezembro de 2025.
Últimas notícias
'Pica Pau' vence primeiro campeonato de assobio belo-horizontino na UFMG
Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5
Professor se emociona ao ser reconhecido por ex-aluno: ‘Vim te agradecer pelo homem que você foi'
Em Brasília, prefeito Nicollas fortalece articulações e busca novos avanços para Atalaia
Marido é preso acusado de agredir esposa no município de Delmiro Gouveia
Ambulante que vende café na Anhanguera conquista clientes e viraliza
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
