EUA alerta cidadãos americanos para deixarem o Irã “imediatamente”
Alerta dos EUA cita risco de violência, prisões e bloqueios no Irã em meio à escalada dos protestos contra o regime de Khamenei
O governo dos Estados Unidos alertou, nesta terça-feira (13), que cidadãos norte-americanos devem deixar o Irã “imediatamente”, diante da intensificação dos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei e do aumento da repressão estatal no país.
O aviso foi divulgado pela Embaixada dos EUA responsável pelo Irã, em um comunicado de segurança válido para todo o território iraniano.
“Os cidadãos americanos devem deixar o Irã agora”, afirma o comunicado.
Segundo o alerta, as manifestações continuam a se intensificar e “podem se tornar violentas”, com registros de prisões, feridos e mortes. O governo iraniano reforçou medidas de segurança, fechou estradas, interrompeu o transporte público e impôs bloqueios severos à internet e às redes móveis.
Além disso, companhias aéreas seguem limitando ou cancelando voos de e para o país, com várias suspendendo completamente suas operações.
As autoridades recomendam que a saída seja feita, se possível e com segurança, por via terrestre, especialmente pelas fronteiras com a Turquia ou a Armênia. O governo Trump também alertou que os cidadãos não devem contar com assistência direta norte-americana para deixar o país e precisam ter um plano próprio de evacuação.
Trump eleva o tom
O alerta ocorre após Donald Trump, elevar novamente o tom contra o regime iraniano. Em entrevista à CBS News, Trump afirmou que Washington tomará “medidas muito enérgicas” caso o Irã execute manifestantes presos durante os protestos.
“Se eles fizerem isso, tomaremos medidas muito enérgicas”, disse o presidente, sem detalhar quais ações seriam adotadas.
A ameaça está ligada à marcação da primeira execução de um manifestante preso.
O Departamento de Estado dos EUA informou que autoridades iranianas pretendem executar, nesta quarta-feira (14/1), o jovem Erfan Soltani, de 26 anos. Segundo o comunicado, mais de 10.600 iranianos foram presos “simplesmente por exigirem seus direitos básicos”.
Trump afirmou que não tinha sido informado oficialmente sobre enforcamentos, mas alertou que execuções cruzariam uma linha grave. “Quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você me fala em enforcamento, vamos ver como isso vai acabar para eles. Não vai acabar bem”, declarou.
Mais cedo, o norte-americano incentivou os manifestantes a continuarem nas ruas e afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”, mencionando inclusive a possibilidade de assistência econômica.
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