Tumor abdominal de 35 kg impede homem de urinar e choca médicos
Exames revelaram uma das maiores massas já registradas, descrita em revista científica e repercutida pela imprensa internacional
Um caso raro chamou a atenção de médicos ao redor do mundo após a publicação de um relato clínico envolvendo um morador de Escópia, capital da Macedônia do Norte. Aos 54 anos, o homem procurou um hospital com queixas incomuns, como dificuldade para urinar e até para visualizar o próprio órgão genital, sintomas que levantaram suspeitas imediatas.
Exames de imagem revelaram a causa do problema: uma massa abdominal gigantesca, que pesava cerca de 35 quilos. O volume era tão grande que, à primeira vista, chegou a ser confundido com um acúmulo extremo de pele e gordura, conhecido como “barriga em avental”, geralmente associado a grandes perdas de peso. O paciente, no entanto, negou qualquer emagrecimento recente, o que levou a equipe médica a aprofundar a investigação.
A tomografia descartou acúmulo de gordura e confirmou a presença de um tumor abdominal de grandes proporções. De acordo com o tabloide britânico The Sun, o crescimento da massa acabou “enterrando” o pênis do paciente sob o tecido abdominal, quadro conhecido na medicina como “buried penis” (“pênis enterrado”), o que explicava tanto as dificuldades urinárias quanto o desconforto relatado.
Após a remoção cirúrgica da massa, os médicos constataram uma mudança significativa no estado físico do paciente. O índice de massa corporal caiu de 56,3 para 43,9, evidenciando o impacto direto do tumor sobre o peso corporal. A análise do material retirado identificou um tumor desmoide, uma condição extremamente rara, com incidência estimada em cerca de cinco casos por milhão de pessoas.
Os especialistas explicam que tumores desmoides apresentam comportamento intermediário, não sendo totalmente benignos nem claramente malignos. O tratamento depende de fatores como localização, tamanho e ritmo de crescimento, e cirurgias desse porte costumam ser especialmente desafiadoras.
O paciente teve alta seis dias após o procedimento e permaneceu sob acompanhamento médico durante os cinco meses seguintes, período em que apresentou evolução satisfatória e recuperação considerada adequada pela equipe responsável.
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