Cultura

Da Bahia à Sapucaí, Carnaval 2026 tem clima de campanha antecipada pró-Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será homenageado com um enredo de escola de samba no centro da Marquês de Sapucaí

Por Gazeta do Povo 01/02/2026 09h09 - Atualizado em 01/02/2026 10h10
Da Bahia à Sapucaí, Carnaval 2026 tem clima de campanha antecipada pró-Lula
O presidente Lula com o estandarte da escola Acadêmicos de NIteroi - Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

O Carnaval de 2026 entrou no radar da disputa política para a corrida presidencial. Além de festas populares e encontros com aliados estratégicos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será homenageado com um enredo de escola de samba no centro da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial do Rio, abrirá os desfiles em 15 de fevereiro com o tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, exaltando a trajetória do petista desde a infância no agreste pernambucano até a Presidência.

O presidente não deve desfilar, mas é esperado no sambódromo. A expectativa é que ele acompanhe a apresentação em um camarote, transformando a homenagem em um gesto político em pleno ano eleitoral.

Propaganda eleitoral antecipada?


O samba-enredo mistura referências à origem humilde do presidente, símbolos do Nordeste e palavras associadas à sua trajetória política, em tom de exaltação.

Um dos trechos mais comentados recupera o tradicional “olê, olê, olê, olá”, consagrado nas campanhas de Lula desde 1989, costurado a versos que evocam a ideia de esperança popular. Este é um elemento que opositores apontam como aproximação direta com linguagem eleitoral, ainda que o regulamento do desfile proíba propaganda política explícita.

A reação da oposição chegou à Justiça. O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) protocolou uma ação popular na Justiça Federal pedindo a suspensão do repasse de R$ 1 milhão do governo federal à Acadêmicos de Niterói. A ação foi distribuída à 4ª Vara Cível Federal de São Paulo e solicita, além do bloqueio de novos repasses, a eventual devolução de valores já transferidos e a comunicação do caso ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF).