Alfredo Gaspar retoma CPMI do INSS, destaca avanços e cobra esclarecimentos sobre citações a Lulinha
Durante a sessão, Alfredo Gaspar também abordou as citações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ressaltando que o tema não pode ser tratado como narrativa política
O relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar, iniciou sua fala na sessão desta quinta-feira (5) fazendo um balanço dos principais desdobramentos e resultados alcançados até o momento nas investigações sobre fraudes bilionárias que atingiram aposentados e pensionistas brasileiros.
Segundo o relator, mesmo durante o período de recesso parlamentar, houve novas prisões e medidas coercitivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, reforçando pedidos apresentados pela CPMI ao longo do último ano contra os envolvidos no esquema criminoso.
Alfredo Gaspar destacou que diversos nomes já citados e convocados pela comissão, a partir de requerimentos de sua autoria, hoje estão presos ou submetidos a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. “Nós pedimos prisões quando muitos disseram que era cedo demais. Hoje, os fatos mostram quem tinha razão. O ‘cedo demais’ caiu por terra. Quando a CPMI entrou em recesso, veio a operação do STF. Houve tentativas claras de blindagem, mas a mão firme do Supremo não permitiu”, afirmou.
O relator ressaltou que o conjunto das fraudes investigadas ultrapassa R$ 50 bilhões, envolvendo contratos irregulares, empresas de fachada e mecanismos sofisticados de ocultação de patrimônio. “Não estamos falando de dez ou vinte bilhões. O conjunto da obra passa de cinquenta bilhões de reais. É criptomoeda, é câmbio ilegal, é crime organizado. E nós estamos atentos, porque ainda há tentativas de blindagem”, disse.
Durante a sessão, Alfredo Gaspar também abordou as citações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ressaltando que o tema não pode ser tratado como narrativa política, mas como fato a ser devidamente esclarecido. “Desde o começo das investigações, o nome dele é citado. Isso não foi dito por mim, está na imprensa. Se não houve viagem com o então presidente do INSS para Portugal, que se libere a lista de passageiros e quem pagou essa viagem. Transparência é o que resolve”, afirmou.
Ao concluir, Alfredo Gaspar ressaltou que, quando a CPMI foi instalada, muitos dos investigados estavam soltos e atuando livremente. Hoje, o cenário é outro. “Quando a CPMI começou, todos estavam impunes. Hoje, temos prisões, tornozeleiras eletrônicas e quebras de sigilo em andamento. Para aqueles que diziam que a CPMI não ia dar em nada, os fatos falam por si”.
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