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Câmara acelera projeto que gera renúncia fiscal de R$ 1,1 bilhão

Projeto reduz as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins cobradas da indústria química e petroquímica; texto pode ser votado diretamente em plenário

Por Metrópoles 09/02/2026 21h09 - Atualizado em 09/02/2026 21h09
Câmara acelera projeto que gera renúncia fiscal de R$ 1,1 bilhão
O texto agora pode ser analisado diretamente em plenário, sem passar por comissões temáticas - Foto: Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9/2) a urgência de um projeto para reduzir os impostos da indústria química e petroquímica. A renúncia fiscal estimada para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 será de R$ 1,1 bilhão.

O texto agora pode ser analisado diretamente em plenário, sem passar por comissões temáticas.

Ao todo, o projeto causaria um déficit de R$ 3,1 bilhões nos cofres públicos. No entanto, o relator da proposta, Carlos Zarattini (PT-SP), calcula que R$ 2 bilhões seriam compensados com a arrecadação do corte de benefícios fiscais e da taxação de bets e fintechs, aprovada pelo Congresso em 2025.

O projeto reduz as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins cobradas da indústria química e petroquímica, tanto na produção nacional quanto na importação de insumos estratégicos

A redução ocorre de forma escalonada:

De janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, as alíquotas passam para 1,52% (PIS/Pasep) e 7% (Cofins);
De março a dezembro de 2026, caem ainda mais, para 0,62% (PIS/Pasep) e 2,83% (Cofins).
O benefício vale para centrais petroquímicas e indústrias químicas que utilizam matérias-primas como etano, propano, butano, nafta petroquímica, gás natural, amônia e condensados, além de derivados como eteno, propeno, benzeno, tolueno e butadieno.