Economia

Empresário alagoano compra briga com grande rede atacadista e critica privilégios fiscais

Sales afirmou que empresários locais estariam sendo colocados em desvantagem competitiva diante de incentivos e facilidades oferecidos a empresas de fora

Por 7Segundos 23/02/2026 12h12 - Atualizado em 23/02/2026 12h12
Empresário alagoano compra briga com grande rede atacadista e critica privilégios fiscais
O empresário afirmou que decidiu expor o tema por considerar que o setor produtivo local vem sendo prejudicado silenciosamente - Foto: Assessoria

O empresário e ex-vereador por Maceió, Francisco Sales, elevou o tom do debate econômico em Alagoas ao comprar publicamente uma briga contra o que classificou como privilégios concedidos a grandes redes atacadistas que chegam ao estado, a exemplo do grupo Mix Mateus.

Em declaração feita nesta segunda-feira (23), Sales afirmou que empresários locais estariam sendo colocados em desvantagem competitiva diante de incentivos e facilidades oferecidos a empresas de fora, enquanto comerciantes e industriais alagoanos enfrentam alta carga tributária e dificuldades burocráticas.

Segundo ele, o problema não está na chegada de novos investimentos, mas na desigualdade de tratamento. “Não sou contra investimento externo. O que não pode existir é concorrência desleal patrocinada pelo próprio poder público”, declarou.

O empresário afirmou que decidiu expor o tema por considerar que o setor produtivo local vem sendo prejudicado silenciosamente. Para Sales, pequenos, médios e até grandes empresários alagoanos sustentam a geração de empregos no estado, mas não recebem o mesmo nível de apoio institucional concedido a grandes grupos econômicos.

Durante a crítica, ele classificou o cenário como um “desequilíbrio econômico”, apontando que redes nacionais encontram incentivos fiscais, diálogo facilitado e rapidez em processos administrativos, enquanto empreendedores locais enfrentam entraves para expandir seus negócios.

Sales defendeu a revisão das políticas de incentivos fiscais e cobrou tratamento igualitário entre empresas locais e investidores externos. “O empresário alagoano não quer proteção, quer igualdade. Se houver regras justas, a capacidade de geração de emprego daqui será ainda maior”, afirmou.