Alfredo Gaspar pede quebra de sigilos de Carlos Lupi para aprofundar investigação sobre descontos ilegais
A iniciativa tem como objetivo aprofundar a apuração de indícios relacionados ao esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS
O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, apresentou requerimento solicitando ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), além da quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Previdência Social Carlos Roberto Lupi, no período de janeiro de 2023 a fevereiro de 2026.
A iniciativa tem como objetivo aprofundar a apuração de indícios relacionados ao esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social, investigando eventuais movimentações financeiras atípicas, incompatibilidade patrimonial e possíveis vantagens indevidas, diretas ou indiretas.
Segundo o relator, a medida é necessária para garantir rigor técnico à investigação e assegurar que a CPMI cumpra seu papel constitucional de fiscalização. “A transferência dos sigilos do ex-ministro Carlos Roberto Lupi, em período compatível com sua gestão e com os marcos temporais relevantes da investigação, é passo indispensável para delimitar responsabilidades, confirmar ou afastar hipóteses e assegurar que a CPMI atue com rigor técnico e fidelidade ao interesse público”, aponta o requerimento protocolado pelo relator Alfredo Gaspar.
Entre os fatos que reforçam a necessidade de transferência de sigilo de Lupi, está a questão do Programa Meu INSS Vale+, lançado pelo ex-ministro e Alessandro Stefanutto, e apresenta indícios de irregularidades, direcionamento e operação concentrada, com suposto benefício ao PicPay. Há ainda contradição entre a declaração de Lupi sobre a suspensão do programa e o ato formal do INSS, ocorrido após sua saída do cargo. Esses elementos reforçam a necessidade de quebra de sigilos para apurar eventual nexo financeiro e identificar possíveis vantagens indevidas relacionadas ao programa.
Além disso, nesta sexta-feira (27), uma reportagem trouxe à tona que os ex-dirigentes do INSS André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho citaram Carlos Lupi em acordos de delação premiada, havendo anexo que abordaria a atuação do então ministro no contexto do esquema de descontos ilegais. A mesma apuração relata que, durante a gestão ministerial, Carlos Lupi defendeu publicamente o então presidente do INSS Alessandro Stefanutto e que, segundo as apurações referidas pela matéria, Stefanutto teria recebido “mesada” de R$ 250 mil entre junho de 2023 e setembro de 2024, período coincidente com o exercício do cargo pelo ex-ministro.
Últimas notícias
Seplag divulga listas finais de isenção para concursos da Uneal e Fapeal
Vigilância Sanitária orienta ambulantes para comercialização de alimentos no São João de Arapiraca
São Sebastião alcança cobertura total na entrega de canetas para pacientes com diabetes
Luciano Marinho, vereador mais votado de Maceió, declara apoio à pré-candidatura de Arthur Lira
Homem é preso após receber encomenda de 4,7 kg de maconha em Rio Largo
Julgamento sobre bônus regional da Uncisal é adiado; 158 alunos podem perder vagas
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
