Grupo Gay de Maceió pede apoio do MPAL em ações contra lei sobre menores na Parada LGBTQIAPN+
Grupo questiona constitucionalidade da norma que exige autorização judicial para presença de crianças e adolescentes em desfiles
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) recebeu, nesta segunda-feira (9), representantes do Grupo Gay de Maceió (GGM) para tratar da Lei nº 9.806/2026, que proíbe a participação de crianças e adolescentes em desfiles relacionados à Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, salvo mediante autorização judicial. A norma, de autoria de um deputado estadual, foi promulgada pela Assembleia Legislativa e passou a vigorar no último dia 3 de março.
Durante a reunião, o GGM solicitou o apoio institucional do MPAL para acompanhar a tramitação das duas ações judiciais que questionam a constitucionalidade da legislação. Ambas as ações foram proposta pelo próprio grupo e atualmente tramitam tanto no Juizado da Infância e Juventude da capital quanto perante o Supremo Tribunal Federal (STF).
O procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, recebeu formalmente o pedido por meio de ofício apresentado durante o encontro e se comprometeu a encaminhá-lo às Promotorias de Justiça de Defesa da Infância e Juventude, para análise e acompanhamento do caso. Segundo o chefe do MPAL, o encaminhamento permitirá que os membros com atribuição na área avaliem o processo e adotem as providências que considerarem adequadas dentro das competências institucionais. “Recebemos a demanda apresentada pelo Grupo Gay de Maceió e a Procuradoria-Geral de Justiça irá encaminhar o pedido às Promotorias de Justiça com atuação na área da infância e juventude, para que o caso seja acompanhado e, se for o caso, sejam adotadas as medidas cabíveis dentro da atuação constitucional do MP”, afirmou Lean Araújo.
Além da ação em tramitação no Judiciário estadual, também foi discutido durante a reunião o acompanhamento do questionamento da lei no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa busca a declaração de inconstitucionalidade da norma.
Os representantes do GGM argumentam que a lei pode violar princípios constitucionais como a liberdade de expressão, o direito à convivência familiar e comunitária e a proteção integral de crianças e adolescentes, previstos na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Na avaliação do grupo, a exigência de autorização judicial específica para participação em eventos dessa natureza representaria uma restrição desproporcional a direitos fundamentais.
Para o presidente do Grupo Gay de Maceió, Messias da Silva Mendonça, o diálogo com o Ministério Público é fundamental para garantir que o debate sobre o tema ocorra dentro dos parâmetros constitucionais. “Viemos buscar o apoio do Ministério Público para acompanhar essas ações, porque entendemos que a lei cria uma restrição que precisa ser analisada à luz da Constituição e dos direitos das crianças, adolescentes e das famílias. O MP tem um papel essencial nesse acompanhamento”, destacou ele.
Ao final da reunião, o PGJ reforçou que o Ministério Público atua como instituição responsável pela defesa da ordem jurídica e dos direitos fundamentais, razão pela qual acompanhará os desdobramentos do caso tanto na esfera estadual quanto no âmbito do Supremo Tribunal Federal. “Nosso compromisso é assegurar que as questões levadas ao Ministério Público sejam analisadas com responsabilidade jurídica e à luz da Constituição. Por isso, o encaminhamento às Promotorias especializadas permitirá uma avaliação técnica sobre a matéria e o acompanhamento das ações judiciais relacionadas ao tema”, concluiu.
Últimas notícias
Deputada Gabi Gonçalves realiza oficinas de ovos de Páscoa para mulheres de Rio Largo
Justiça determina que Hapvida forneça sensor de glicose para criança com diabetes
Homem de 46 anos fica ferido após ser atropelado em Delmiro Gouveia
Colisão entre caminhão carro e moto deixa mulher ferida em Santana do Ipanema
Alagoas ocupa 2º lugar em ranking de destinos nacionais mais buscados para lazer em 2025
Empresa atualiza estado de saúde de feridos em acidente com ônibus em Minas Gerais
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
