Por que uma capivara foi avistada em bairro movimentado de Maceió e acabou morrendo
Roedor foi resgatado, nessa terça-feira (10), após surgir ferido em uma rua no bairro Farol, em Maceió
A aparição de uma capivara pelas ruas de Maceió, nessa terça-feira (10) levantou uma dúvida em meio a população. Muitos leitores se surpreenderam com a presença do roedor na capital alagoana, pelo fato de ter sido a primeira vez que viram noticiar a aparição de uma capivara na região. Entretanto, o animal é comum em todo território nacional, inclusive em Alagoas, sendo fácil observá-los às margens da Lagoa Mundaú, no bairro Bebedouro, por exemplo.
De acordo com o biólogo Carlos Fernando, responsável pela Unidade de Vigilância em Zoonoses de Maceió, a espécie ocorre também nas regiões de mangue dos bairros Garça Torta e Guaxuma. Já segundo a especialista em animais silvestres e médica veterinária no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), Ana Cecília, a presença desses animais em área urbana, entretanto, é incomum. A razão mais provável para que a capivara tenha surgido em uma rua do bairro do Farol é que ela tenha se perdido do bando e acabou vindo parar na cidade por engano.

O animal, que foi resgatado com diversos ferimentos provocados por mordidas de cães, acabou não resistindo e morreu no Cetas na noite dessa terça-feira (10), apesar dos cuidados oferecidos pelos médicos veterinários. A causa da morte foi miopatia, condição relacionada ao estresse extremo em animais silvestres.
Risco à saúde
Além da presença do animal em área urbana, outro ponto que chama atenção de especialistas é a possibilidade de capivaras carregarem carrapatos capazes de transmitir doenças. Segundo o biólogo Carlos Fernando, esses parasitas podem estar associados à febre maculosa, uma infecção bacteriana transmitida pela picada de carrapatos infectados.
A febre maculosa é causada por uma bactéria e pode provocar sintomas como febre alta, dor no corpo, manchas na pele e mal-estar generalizado. Apesar de ser considerada uma doença grave quando não tratada rapidamente, ela tem tratamento, feito com antibióticos administrados por via intravenosa em ambiente hospitalar.
De acordo com o especialista, até o momento não há registro da doença em Maceió. Ainda assim, ele ressalta a importância de manter atenção em áreas onde há presença de capivaras e carrapatos, evitando contato com animais silvestres e reforçando cuidados ao frequentar ambientes naturais.
Vale ressaltar que apesar de terem a reputação de serem animais tranquilos e amigáveis, as capivaras são animais silvestres e podem reagir de forma agressiva se se sentirem ameaçadas, acuadas ou para proteger seus filhotes.
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