Banhistas devem manter distância de elefante-marinho que chegou à praia de Maceió
Alurb alerta que tentativas de interagir, tocar ou alimentar o animal constituem importunação e podem resultar em multa de até R$ 5 mil
Dando apoio ao Instituto Biota, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Alurb) faz um alerta para maceioenses a respeito do elefante-marinho que chegou à capital nesta quarta-feira (18). O animal vem sendo monitorado desde a última quinta-feira (12), após aparecer na faixa de areia da praia da Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas, e ser alvo de molestamento por banhista no domingo (15).
Após se deslocar por mais 30 quilômetros e chegar à Maceió, acendeu-se o alerta para que o elefante-marinho não seja molestado novamente, o que inclui tocar, cercar, alimentar ou tentar interagir, tendo em vista a gravidade das atitudes, que podem causar desconforto e estresse no animal. Bruno Stefanis, biólogo e diretor do Instituto Biota, diz que o bicho é jovem e passa por um período de muda de pele e pelos, o que justifica seu comportamento.

"Esse comportamento é normal, mas essa espécie por aqui não é comum. Iremos manter um isolamento, com o apoio da Prefeitura, pois nossas praias urbanas têm muitas pessoas e isso pode ser prejudicial. O animal pode pegar ou transmitir uma doença, sem falar que ele tem uma mordida muito poderosa, que pode causar um acidente grave. Queremos que ele passe por esse período tranquilo, sem transtorno para banhistas e nem para ele mesmo", disse.
O diretor-presidente da Alurb, Moacir Teófilo, ressalta a importância de manter o isolamento e preservar a saúde do animal e das pessoas que visitam a orla.
"É uma visita que causa curiosidade nas pessoas, mas é essencial que entendam que a aproximação traz riscos para ambos os lados. Sendo assim, daremos apoio ao Biota neste isolamento para que tudo ocorra da melhor forma", afirmou.
O monitoramento busca evitar interferência humana e garantir que ele possa retornar ao mar naturalmente. Além do bem-estar do elefante-marinho, a preocupação recai sobre a saúde pública. A aproximação oferece risco de transmissão de doenças graves, como a gripe aviária. Quem desrespeitar o isolamento, que deve ser de 20 a 30 metros, pode arcar com multas que variam de R$ 2.500 a R$ 5 mil.
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