Cibele Moura volta a defender câmeras em ambientes com crianças após caso de agressão em Alagoas
A deputada disse que o caso evidencia a sensação de insegurança enfrentada por pais e responsáveis
A deputada estadual Cibele Moura voltou a falar sobre o projeto de lei, de sua autoria, que prevê a obrigatoriedade da instalação de câmeras de segurança em ambientes que atendam crianças e adolescentes.
O pronunciamento ocorreu durante a sessão desta quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), quando a parlamentar citou o caso recente, que está sob investigação, de uma professora suspeita de agredir uma criança autista no município de Teotônio Vilela.
Ao levar o tema à tribuna, Cibele Moura destacou a recorrência de denúncias semelhantes no estado e reforçou a necessidade de medidas que garantam mais segurança às famílias. “Foi noticiada uma agressão contra um aluno, na cidade de Teotônio Vilela, que teria sido praticada por uma professora de uma instituição especializada no atendimento a pessoas neurodivergentes. Essa professora é suspeita de ter agredido este aluno”, afirmou.
A deputada disse que o caso evidencia a sensação de insegurança enfrentada por pais e responsáveis. “Mais uma vez, eu preciso vir a esta Casa para dizer o que essas famílias sentem, que é a falta de segurança, a falta de cuidado, infelizmente, a falta de punição”, declarou.
Cibele Moura voltou a defender a proposta em tramitação na ALE que torna obrigatória a instalação de câmeras em escolas, creches, clínicas e demais locais que atendam crianças e adolescentes. Segundo ela, o objetivo é garantir transparência e possibilitar a produção de provas em casos de violência.
“Se as famílias ricas podem colocar câmeras nas suas casas para monitorar quem ali cuida dos seus filhos, todas as outras famílias têm que ter direito a poder saber o que está acontecendo com suas crianças e seus adolescentes também”, disse.
A parlamentar também ressaltou que crianças não devem permanecer sem monitoramento em ambientes institucionais. “Uma criança não pode ir para a escola, creche, terapia, ou qualquer local que ela precise ficar sozinha com um adulto, e essa família não ter o acesso ao que está acontecendo”, afirmou.
A deputada prosseguiu lembrando a importância das câmeras como instrumento de prova: “Digo com tranquilidade, doa a quem doer: mostre o que tiver que mostrar. Não pode mais doer é nas crianças, não pode mais doer é nas famílias. Se tem gente que agride crianças, essas pessoas têm que estar na cadeia. E pra gente colocar essas pessoas na cadeia, a gente precisa ter prova. Pra gente ter prova, a gente precisa ter câmera”.
Cibele concluiu afirmando que deve continuar tratando do tema na Casa enquanto casos assim continuarem sendo registrados. “Infelizmente, eu venho mais uma vez aqui falar sobre isso e, infelizmente, não será a última vez que estarei falando desse assunto nessa Assembleia. Mas tenho certeza que o número de vezes irá diminuir quando a gente tiver câmeras em todos esses ambientes, porque a polícia vai conseguir ter prova para botar essa turma que acha que agredir criança é besteira atrás das grades”, finalizou.
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