Cultura

Cultura em AL terá R$ 30 milhões para o audiovisual e coloca estado entre os que mais investem no setor

Assinatura realizada no Cinema São Luiz, em Recife, garante mais um investimento histórico por meio dos Arranjos Regionais do Audiovisual

Por 7Segundos, com Assessoria 25/03/2026 13h01 - Atualizado em 25/03/2026 13h01
Cultura em AL terá R$ 30 milhões para o audiovisual e coloca estado entre os que mais investem no setor
Alagoas amplia investimentos e fortalece o audiovisual com novos recursos e oportunidades - Foto: Juana Carvalho/ Secult-PE

Alagoas garantiu um investimento de R$ 30 milhões para o audiovisual em 2026. A formalização aconteceu durante o Encontro Nacional dos Arranjos Regionais, realizado no Cinema São Luiz, em Recife, com a assinatura do contrato pela secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas.

O resultado é fruto da aprovação do projeto apresentado pela Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult) no edital dos Arranjos Regionais do Audiovisual, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC). A proposta assegura o financiamento em que, a cada R$ 1 investido pelo Governo de Alagoas, o Governo Federal aporta R$ 5, ampliando significativamente o alcance das ações voltadas ao setor.

Com R$ 5 milhões garantidos pelo Estado, o volume total de recursos viabiliza novas oportunidades para produtores, realizadores, técnicos e toda a cadeia criativa.

“Este é um momento muito significativo. Estamos falando de um investimento robusto, que chega para ampliar as possibilidades do nosso audiovisual. Esse resultado também é fruto da sensibilidade do governador Paulo Dantas, que tem acreditado na cultura como vetor de desenvolvimento e geração de oportunidades”, disse a secretária.

“Alagoas vem construindo, de forma consistente, um ambiente mais sólido para o audiovisual, com editais, formação e incentivo à produção. Esse investimento amplia essa trajetória e cria condições reais para que o setor avance em escala, qualidade e circulação. É uma iniciativa que gera oportunidades, movimenta a economia criativa e posiciona o estado no cenário nacional”, reforçou a gestora.

Segundo o secretário executivo de Políticas Culturais e Economia Criativa, Milton Muniz, Alagoas se posiciona entre os estados com maior volume de investimento dentro do programa.

“Entre os 41 entes selecionados, Alagoas está entre os sete estados que mais investiram, ultrapassando a marca de R$ 30 milhões em recursos destinados ao audiovisual”, destaca.

Para o superintendente de Economia Criativa, Fomento e Incentivo à Cultura, Wyllyson Santos, os Arranjos Regionais representam um novo momento para o setor.

“Os Arranjos Regionais do Audiovisual são uma estratégia que integra esforços entre estados e o Governo Federal para fortalecer toda a cadeia produtiva, desde a formação até a produção e distribuição. É um modelo que amplia o alcance dos investimentos e potencializa resultados. E ainda este ano, Alagoas vai lançar seus editais, garantindo que esses recursos cheguem aos realizadores e impulsionem novos projetos no estado.”

Encontro Nacional


Com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, o evento foi realizado pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), formalizando os investimentos previstos no edital Arranjos Regionais do Audiovisual, lançado em 2025.

A proposta do edital é fortalecer o audiovisual em todo o território nacional. Em um momento de projeção mundial do cinema brasileiro, o setor receberá a injeção de R$ 519 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), além de R$ 111 milhões em contrapartidas dos entes estaduais e municipais, em uma cooperação entre Governo Federal, estados e municípios.

“Resgatamos a política dos Arranjos Regionais [implementada entre 2014 e 2018], pela importância que ela tem em relação a potencializar o setor audiovisual em toda a sua dimensão. Essa é uma experiência que foi muito importante para o surgimento de várias produtoras e diferentes locais do Brasil”, explicou a ministra, em entrevista aos veículos de imprensa presentes no evento.

O encontro contou também com a participação da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause; do senador Humberto Costa; da secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Gonzaga; e da secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula; entre outros convidados.

Durante a cerimônia, foram assinados os termos de complementação dos 41 territórios, entre estados e municípios, selecionados pelos Arranjos Regionais. Quase todas as unidades federativas participaram, com exceção de Rondônia, que não enviou projetos.

A iniciativa amplia o acesso aos recursos públicos para o audiovisual, garantindo alcance nacional aos investimentos do FSA e permitindo que estados e municípios desenvolvam suas próprias políticas e editais de fomento, em sintonia com as diretrizes do Governo Federal.

Os recursos do FSA devem ser aplicados exclusivamente na produção de obras audiovisuais, como longas-metragens, obras seriadas e telefilmes, ou na comercialização de longas cinematográficos. Já as contrapartidas de estados e municípios contemplam ações de difusão, pesquisa, formação, memória e preservação audiovisual, além de atividades cineclubistas, desenvolvimento de projetos e núcleos criativos, produção de curtas e médias-metragens, jogos eletrônicos, animações e conteúdos voltados ao público infantil.

Investimentos em Alagoas


Alagoas apresenta uma estrutura de investimento ampla e articulada, contemplando diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual.

No âmbito dos recursos locais, os investimentos alcançam áreas estratégicas como difusão, com R$ 840 mil, formação, com R$ 800 mil, e desenvolvimento de projetos e núcleos criativos, com R$ 700 mil. Também estão contempladas ações de pesquisa (R$ 120 mil), memória e preservação audiovisual (R$ 70 mil), atividades cineclubistas (R$ 90 mil), produção de curta e média-metragem (R$ 1,23 milhão) e produção de jogos eletrônicos (R$ 400 mil).

Já os recursos do FSA se concentram em etapas estruturantes da produção audiovisual, com R$ 10 milhões destinados à produção e finalização de longas-metragens, R$ 10 milhões para séries, R$ 3,5 milhões para telefilmes e R$ 1,5 milhão voltados à distribuição e comercialização de longas.