Possível motivação: empresária morta em Aracaju descobriu dias antes que namorado era casado
Flávia Barros foi morta no sábado (21), durante uma viagem com o namorado à capital sergipana
A morte da empresária Flávia Barros, de 38 anos, em um hotel na Orla de Atalaia, em Aracaju, ganhou novos contornos com a revelação de que o autor do crime, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, mantinha um casamento enquanto se relacionava com a vítima. A descoberta da vida dupla passou a ser tratada como um dos pontos centrais da investigação.
Flávia, natural de Santa Brígida, na Bahia, e residente em Paulo Afonso, foi morta no sábado (21), durante uma viagem com o namorado à capital sergipana. Ela também chegou a morar no município alagoano de Piranhas, onde estudou. O casal estava hospedado em um hotel da orla, onde pretendia assistir a um show. Após efetuar o disparo que matou a empresária, Tiago tentou tirar a própria vida.
O relacionamento entre os dois era recente. Apesar de se conhecerem desde novembro, o namoro havia sido oficializado apenas seis dias antes do crime, em 15 de março, data do aniversário de Flávia. Ainda não há confirmação oficial sobre quando ela soube que o companheiro era casado, mas a informação é considerada relevante para a linha investigativa.
Segundo apurado, a esposa de Tiago não apenas tinha conhecimento do caso extraconjugal como também foi responsável por contratar a banca de advogados que faz a defesa do suspeito. Ela acompanha o andamento do processo.
Tiago era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, cargo que ocupava no momento do crime. Ele foi socorrido após tentar suicídio e permaneceu internado até a última quarta-feira, 25, quando recebeu alta médica e foi transferido para o Presídio Militar em Aracaju.
A defesa contesta a liberação hospitalar, alegando que o estado de saúde dele ainda é grave e que há necessidade de medicação venosa. Relatórios médicos indicam que o suspeito sofreu perda auditiva do lado direito, devido ao trajeto do projétil na região frontal da cabeça, além de apresentar limitações motoras.
A arma utilizada no crime foi apreendida e será periciada.
O corpo de Flávia foi velado em Paulo Afonso, cidade onde construiu a maior parte da vida. Ela também tinha ligação com Alagoas, onde estudou e morou no município de Piranhas. Empresária e estudante de Direito, a vítima teve a trajetória interrompida em meio a um relacionamento recente, agora marcado por revelações que ampliam a complexidade do caso.
A Polícia Civil de Sergipe segue investigando as circunstâncias do crime.
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