Protesto por contas altas de água interdita avenida em Maceió
Moradores afirmaram que podem voltar a interditar a avenida caso não haja solução para as reivindicações apresentadas
Moradores de três residenciais recém-entregues no bairro Santa Amélia, na parte alta de Maceió, realizaram um protesto no fim da tarde desta sexta-feira (27) em denúncia aos altos valores das contas de água e à má qualidade do serviço prestado pela concessionária BRK Ambiental. A manifestação provocou a interdição parcial da Avenida Jorge Montenegro de Barros, uma das principais vias da região, gerando longo congestionamento.
Durante o ato, manifestantes queimaram pneus e bloquearam a passagem de veículos, causando lentidão no trânsito nos dois sentidos da avenida. Equipes da Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) foram acionadas para acompanhar a ocorrência e manter a ordem, enquanto o Corpo de Bombeiros foi mobilizado para conter as chamas e garantir a segurança no local.
Segundo os moradores, as faturas de água têm chegado com valores considerados excessivos, ultrapassando R$ 400 e, em alguns casos, alcançando até R$ 900. Além do impacto financeiro, eles relatam problemas constantes na qualidade da água fornecida, que apresentaria coloração alterada, odor forte, gosto impróprio para consumo e aspecto gorduroso, com presença de impurezas visíveis.
Os residentes afirmam ainda que a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) realizou a coleta de amostras da água para análise laboratorial e que os resultados deveriam ter sido apresentados nesta sexta-feira, o que, segundo os manifestantes, não ocorreu até o momento.
Ainda na manhã de hoje, representantes dos moradores participaram de uma reunião com a BRK Ambiental, quando a concessionária teria se comprometido a enviar um caminhão-pipa para abastecer as caixas d’água dos residenciais. No entanto, os moradores condicionam o abastecimento à limpeza prévia dos reservatórios, alegando preocupação com possíveis riscos à saúde.
A mobilização, segundo os participantes, foi motivada tanto pelas tarifas consideradas abusivas quanto pela qualidade inadequada da água. Eles cobram respostas imediatas da concessionária e maior fiscalização por parte dos órgãos responsáveis.
Por volta das 18h40, os manifestantes encerraram o bloqueio e a via foi liberada para o tráfego. Apesar disso, moradores permaneceram no local e afirmaram que podem voltar a interditar a avenida caso não haja solução para as reivindicações apresentadas.
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