Acidentes com motos aumentam em Alagoas e acendem alerta para segurança viária
HGE registra alta nos atendimentos enquanto cresce número de condutores no estado
O número de acidentes envolvendo motociclistas segue em alta em Alagoas e preocupa autoridades. Dados do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, mostram que, só em 2025, foram registradas 2.429 ocorrências com motos.
Em 2026, o cenário segue preocupante. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro, já foram contabilizados 439 acidentes, número superior ao mesmo período do ano passado, quando houve 341 registros.
O aumento ocorre em um contexto de crescimento no número de condutores. Dados do Detran apontam mais de 32 mil motociclistas habilitados na categoria A no estado, com predominância de homens e concentração na faixa etária entre 25 e 38 anos.
Outro ponto que chama atenção é o número de condutores mais recentes. Quase 4 mil ainda são permissionários, o que indica aumento na emissão de habilitações e possível falta de experiência no trânsito.
Comportamento e riscos
De acordo com o assessor de educação para o trânsito do Detran Alagoas, Roberto Silva, o comportamento dos condutores é um dos principais fatores para os acidentes. “Excesso de velocidade, uso de celular, consumo de álcool e imprudência são determinantes tanto para causar os sinistros quanto para aumentar a gravidade deles”, explicou.
Segundo ele, há também um perfil mais comum entre as vítimas: homens jovens, entre 20 e 29 anos. O uso inadequado de equipamentos de proteção, como capacete, também continua sendo um problema frequente e contribui para lesões mais graves.
Outro fator que impacta diretamente nos números é o crescimento das entregas por aplicativo. “O aumento desse tipo de atividade faz com que o motociclista passe mais tempo exposto ao risco no trânsito”, destacou o especialista.
Apesar disso, os dados do Detran mostram que a maioria dos condutores não utiliza a habilitação para atividade remunerada.
Como reduzir os acidentes
Para reduzir os números, especialistas apontam a necessidade de ações integradas entre poder público e sociedade.
Educação no trânsito, fiscalização e conscientização são considerados pilares fundamentais. “O trânsito não é lugar de disputa. Quem pilota moto está mais exposto e precisa redobrar os cuidados. Chegar com segurança é mais importante do que chegar rápido”, orientou Roberto Silva.
O aumento dos acidentes reforça o alerta para a necessidade de mudanças de comportamento e mais atenção no trânsito, especialmente entre motociclistas, que estão entre os mais vulneráveis nas vias.
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