Semana Santa impulsiona economia e reforça tradição nos mercados de Maceió
Com maior fluxo de consumidores, comerciantes comemoram crescimento nas vendas
Com a proximidade da Semana Santa, o fluxo de consumidores nos mercados públicos, balanças de peixe e no Centro Pesqueiro de Jaraguá, em Maceió, tem registrado aumento significativo. O período, marcado pela tradição do consumo de pescados, representa uma das épocas mais importantes do ano para comerciantes e trabalhadores do ramo.
De acordo com vendedores, a procura por peixes e mariscos tem sido superior à registrada no mesmo período do ano passado, indicando um aquecimento nas vendas e maior circulação de consumidores. No boxe Joseane Pescador, o comerciante Wesley Lourenço destaca o cenário positivo.

“A venda este ano está sendo bem melhor. Eu achei que ia ser igual ao ano passado, que foi parado, com pouco movimento, mas esse ano está melhor bem movimentado, isso é muito bom pra gente”, contou.
Segundo ele, além dos itens tradicionais como camarão e peixes variados, houve crescimento na busca por espécies que anteriormente tinham menor saída, como arabaiana e cavala. Os preços variam de acordo com o tipo e a oferta, com opções como arabaiana e dourado sendo comercializados em média por R$ 70,00, enquanto filés podem chegar a R$ 80,00.
Para os consumidores, a tradição segue sendo o principal motivador das compras. A aposentada Leda Maria, 73 anos, ressalta que, apesar dos preços elevados, o costume do almoço da Semana Santa é mantido. Ela também destacou a organização do espaço e a variedade disponível no local.

“Tá tudo muito organizado, graças a Deus. Consegui comprar os pescados e o almoço em família vai ser bom e gostoso, mantendo a tradição de todos os anos”, disse com um sorriso.
O pescador George Gomes, morador de Atalaia, reforça a importância do Centro Pesqueiro de Jaraguá como referência regional. Segundo ele, a diversidade de produtos é um dos fatores que o levam a se deslocar todos os anos até Maceió para realizar as compras. “Lá onde eu moro não tem essa diversidade. É mais tilápia e pescada. Aqui já tem de tudo”, contou.
Para ele, o deslocamento vale a pena, principalmente por um motivo que vai além da mesa. Mesmo enfrentando dificuldades de saúde, George fez questão de manter o costume.

“É coisa de família. A gente foi criado assim e hoje passa isso para os mais novos. Semana Santa é comida de peixe, não pode faltar. Esse ano está mais difícil, porque estou acidentado, mas a gente vem. Procurar cioba, sirigado, camarão. O importante é não deixar a tradição morrer”, disse.
O aumento da demanda neste período contribui diretamente para a geração de renda de comerciantes, pescadores e trabalhadores informais, fortalecendo a economia local. Além disso, reafirma a importância cultural da Semana Santa, que segue sendo preservada por meio de hábitos alimentares e encontros familiares.
A expectativa dos vendedores é de que o movimento continue intenso até o fim do feriado, consolidando o período como um dos mais relevantes para o setor pesqueiro na capital alagoana.
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