Naíne Teles, conhecida protetora de animais, morre em Maceió aos 38 anos
Fundadora do Projeto Acolher, ativista era referência na causa animal e deixa quatro filhos
A protetora de animais Naíne Teles morreu nesta quarta-feira (1º), em Maceió, aos 38 anos. Reconhecida pelo trabalho à frente do Projeto Acolher, ela se destacou como uma das principais defensoras da causa animal em Alagoas.
De acordo com informações, Naíne foi encontrada sem vida dentro da própria residência. A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada, mas há suspeita inicial de mal súbito, possivelmente relacionado a um infarto.
A ativista enfrentava problemas de saúde e havia passado recentemente por internação após um quadro grave que exigiu cuidados intensivos. Apesar de ter recebido alta médica, pessoas próximas relataram que ela também lidava com depressão. Naíne deixa quatro filhos menores de idade.
Ao longo dos anos, ela dedicou grande parte da vida ao resgate de animais abandonados, com atenção especial aos casos mais delicados, como animais idosos, doentes ou com deficiência. O Projeto Acolher chegou a abrigar mais de 600 animais, sendo mantido, em sua maioria, por meio de doações.
A história da protetora ganhou projeção nacional em 2020, quando participou do programa “The Wall”, exibido no Caldeirão do Huck. Na ocasião, reforçou o compromisso com a causa animal e a importância do projeto em sua vida.
Durante a participação, também relembrou o início da ligação com os animais, destacando que, desde a infância, já demonstrava interesse em ajudar animais em situação de rua.
Embora não tenha conquistado prêmio no programa, a participação gerou forte mobilização do público, resultando na arrecadação de cerca de R$ 112 mil para o Projeto Acolher.
Além da atuação prática no resgate de animais, Naíne cursava medicina veterinária, buscando ampliar sua contribuição na área.
Despedida
O velório está previsto para começar às 21h desta quarta-feira (1º), na Central de Velórios, localizada na Avenida Siqueira Campos, no bairro do Prado, em Maceió.
O sepultamento será realizado em Arapiraca, onde a família possui jazigo.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Alagoas lamentou a morte da ativista e ressaltou a relevância do trabalho desenvolvido por ela ao longo dos anos.
Familiares também agradeceram as manifestações de solidariedade e as orações recebidas neste momento de luto.
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