Corregedoria da PM abre investigação interna após prisão de policial com drogas em Maceió
Militar foi detido após agentes encontrarem, em sua residência, porções de maconha, pinos de cocaína, cocaína em pó e cerca de R$ 7,7 mil em dinheiro
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Alagoas instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do policial militar preso em flagrante durante uma operação do Ministério Público de Alagoas, realizada nesta quinta-feira (9), em Maceió. A medida ocorre paralelamente à investigação criminal conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
O militar foi detido após agentes encontrarem, em sua residência, porções de maconha, pinos de cocaína, cocaína em pó e cerca de R$ 7,7 mil em dinheiro. O material apreendido também inclui indícios que serão submetidos à análise técnica para aprofundamento das investigações.
De acordo com a Polícia Militar, a abertura do procedimento interno tem como objetivo apurar eventuais violações aos princípios disciplinares da corporação. Em nota, o comandante-geral, Paulo Amorim, afirmou que a instituição “não admite desvios de conduta” e reforçou o compromisso com a legalidade e a moralidade no exercício da função policial.
A operação que resultou na prisão integra uma investigação mais ampla que apura suspeitas de corrupção e abusos praticados por agentes de segurança pública. Entre os crimes investigados estão extorsão qualificada, manipulação de ocorrências, abuso de autoridade e uso indevido da estrutura policial.
Ao todo, a 17ª Vara Criminal da Capital expediu 12 mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços ligados tanto a servidores públicos quanto a particulares. A ação foi coordenada pelo Gaeco, com o objetivo de desarticular possíveis esquemas criminosos infiltrados em instituições de segurança.
Segundo o promotor Napoleão Amaral, que coordena o Gaeco, o trabalho busca assegurar que a atuação policial esteja dentro dos limites legais. “A responsabilização é fundamental para preservar a credibilidade das instituições”, destacou.
Além de responder na esfera penal, o policial também poderá sofrer sanções administrativas, que vão desde suspensão até exclusão dos quadros da corporação, a depender do resultado das investigações conduzidas pela Corregedoria.
As apurações seguem em andamento e sob sigilo.
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