Polícia descarta abuso de criança em escola particular de Maceió e aponta contradições no caso
Investigação aponta ainda que a mãe funcionária investigada
A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigava um suposto caso de abuso sexual em uma escola particular de Maceió e decidiu não indiciar a funcionária. Além do laudo pericial inconclusivo, o relatório aponta contradições e uma possível indução por parte da mãe.
A mãe da criança denunciou à polícia que, no dia 11 de março, a filha teria tido as partes íntimas tocadas pela funcionária durante o banho na unidade escolar. O caso começou a ser investigado pela delegada Talita Aquino no dia 17.
O relatório, publicado no dia 2 de abril e obtido com exclusividade pelo 7Segundos, menciona que a mãe, em desespero, pode ter conduzido a conversa de maneira tecnicamente inadequada com a criança de 5 anos. Além disso, no dia seguinte ao suposto crime, a investigação diz que a mãe agrediu a funcionária na frente da menina e perguntou: “É essa, né?”, enquanto a garota continuava em silêncio.
Testemunhas descreveram ainda que os banhos na escola são rápidos, com duração de 2 a 3 minutos, e realizados com a porta aberta. O documento também aponta que a funcionária atua há 13 anos e nunca houve qualquer queixa que desabonasse sua conduta ou relatos de abusos anteriores.
Segundo as professoras e a direção, a criança apresentou comportamento normal e extrovertido após o banho, brincou durante toda a tarde e chegou a dizer aos responsáveis que estava triste por ter que sair da escola.
Mãe agride funcionária
De acordo com as investigações, no dia seguinte ao suposto crime, a mãe enviou mensagens de voz para a professora perguntando quem deu o banho na criança, alegando que a filha estava com “dermatite alérgica”. À tarde, ela foi até a escola e agrediu fisicamente a funcionária responsável pelo banho com tapas no rosto, um cabo de vassoura e uma sandália. A criança presenciou a agressão.
Ainda segundo o que foi apurado, a mãe retornou à escola no dia 13 de março para solicitar o ressarcimento dos valores de matrícula e mensalidade. Na mesma data, ela apagou as mensagens de áudio que havia enviado à professora no dia anterior. Apenas no dia 17, ela fez a denúncia formal.
Não há informação se a mãe será investigada pela agressão.
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