[Vídeo] AL se prepara para possível chegada da gripe aviária e define plano de ação
Autoridades reforçam que a população deve evitar qualquer contato com aves doentes ou mortas
Mesmo sem registrar casos de gripe aviária, Alagoas já intensifica ações para evitar a chegada e a disseminação da doença. O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) articulou, nesta sexta-feira (10), uma reunião estratégica com órgãos estaduais e federais para definir um protocolo unificado de resposta a possíveis ocorrências da influenza aviária (H5N1).
O encontro reuniu representantes da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Biota de Conservação e do Laboratório Central de Alagoas (Lacen).
A principal meta foi estabelecer um fluxograma oficial de atuação, definindo o papel de cada instituição tanto na prevenção quanto em situações de emergência sanitária. Até então, esse fluxo funcionava por meio de acordos informais, mas agora passa a ter caráter oficial e acompanhamento do Ministério Público.
“Alagoas precisa estar preparada para o enfrentamento de qualquer não conformidade que possa ocorrer. A partir de agora, temos um fluxo oficial, acompanhado pelo Ministério Público, que define responsabilidades claras”, destacou o promotor Alberto Fonseca.
A iniciativa segue diretrizes do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura e Pecuária, que decretaram estado de emergência zoossanitária no país para conter o avanço da doença.
Risco à saúde e à economia
Apesar de ainda não haver registros em Alagoas, especialistas alertam para possíveis impactos tanto na saúde pública quanto na economia. “O primeiro risco é a população humana contrair o vírus e isso ganhar escala. A gente acabou de sair de uma pandemia, então todo cuidado é necessário”, alertou Bruno Stefanis, diretor-executivo do Biota.
Outro ponto de atenção é o setor avícola. Caso a doença atinja aves de produção, pode haver bloqueio imediato das exportações. “Se houver registro no plantel comercial, a exportação é travada, o que impacta diretamente a economia”, explicou o especialista.
Orientação à população
As autoridades reforçam que a população deve evitar qualquer contato com aves doentes ou mortas.
A recomendação é acionar imediatamente os órgãos responsáveis para investigação e manejo adequado, reduzindo riscos de contaminação.
Confira a reportagem:
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